No filme “Era do gelo 2”, o
mamute entrou em depressão pois acreditava que sua espécie estava em extinção e
o ultimo remanescente era ele. O tigre de dente de sabre e a preguiça tentavam
consolá-lo. No final, depois que ele encontrou uma namorada, passou uma manada
de mamutes.
Hoje sabemos que tanto os
mamutes, quanto os tigres de dente de sabre não existem mais. Tão pouco as
preguiças terrestres.
Idéias de trazer à vida animais
extintos não fazem parte apenas da ficção. Muitos cientistas estão trabalhando
neste sentido. Pensou-se em trazer de volta o lobo da Tasmânia, extinto no
início do século XX. Existem vários destes animais conservados em formol e em álcool.
Porém em todos os casos o material genético encontra-se muito danificado. Ainda
não existe tecnologia para recuperá-lo.
Porém mamutes, tem-se encontrado,
em bom estado de conservação nos gelos da Sibéria. Seus DNA estão intactos. E existem
em quantidade suficiente para formar uma pequena população. Mas agora se
esbarra em outro problema. Uma elefanta seria capaz de gerar um bebê mamute. Será
que o citoplasma dos elefantes é compatível com a porção nuclear dos mamutes,
para que se possa introduzir nos óvulos destes animais um núcleo de uma célula
somática de mamute? E se ao invés de trocar o núcleo do óvulo da elefanta, se introduzisse
os cromossomos do mamute e se deixasse intacto os genes do elefante? Teríamos
um híbrido que se denomina “alopoliplóide”.
A notícia de hoje, em “O Globo”,
diz que o polêmico geneticista Coreano Hwang Woo-suk pretende fazer uma
clonagem de mamute com auxilio de uma elefanta até 2015.
Alguns cientistas acreditam que
não tem sentido trazer de volta animais extintos. Tais animais não teriam mais condições
de repovoar o seu antigo habitat, devido à falta de variabilidade genética. A
não ser se fizermos cem ou duzentos clones de animais diferentes oriundos de lugares
diferentes onde outrora habitava. Se não houver variabilidade genética, haverá
cruzamento entre indivíduos aparentados (endogamia) que ao longo das gerações provocará
“depressão endogâmica”, ou seja, aparecerão diversas doenças genéticas. Outro
motivo que dificulta a reintrodução é ele ter sido extinto naturalmente por
falta de adaptações às condições ambientais de cinco mil anos atrás. Aliado a falta
de variabilidade genética já poderíamos dizer que esta espécie não teria
condições de se adaptar ao ambiente atual, que seria hostil a todos os
indivíduos. Se conseguirmos uma alta variabilidade, pode ser que um ou outro
animal possa vir a se adaptar, apesar de pouco provável.
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