Quem estuda lógica sabe que a negação da proposição “todos os políticos brasileiros são corruptos” seria “existe pelo menos um político brasileiro que não é corrupto”. O povo fluminense e carioca toma a segunda proposição como verdadeira. Leonel Brizola, deputado federal e governador pelos Estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, em sua longa vida política, foi acusado de tudo, menos de fazer falcatruas. Ele, como líder, jamais admitiu que algum quadro de seu partido (PDT) se metesse em encrencas. Desta forma baniu grandes líderes como Marcello Alencar e Antony Garotinho, sofrendo grandes perdas políticas. Chegou a perder uma eleição para senador devido ao seu radicalismo, com relação à honestidade, no ultimo pleito em que participou. A população do Rio considera Leonel Brizola o melhor governador que o Estado teve até hoje, principalmente pela primeira gestão, 1983 – 1986. O governador era bastante inteligente para separar as coisas: Ele não procurava saber da vida pregressa de seus eventuais aliados, tampouco da oposição. Muitos estranharam a sua não participação no movimento que levou a cassação do mandato do presidente Collor. Não cabia a ele como Governador fazer este julgamento e sim ao congresso. Por outro lado, o próprio congresso não tinha idoneidade moral para destituir o Presidente. Segundo a própria declaração do Governador, ele teria aconselhado o presidente Collor a fazer declarações em rede nacional de televisão. “Precisamos ter o povo informado, porque a informação é realmente uma espécie de antídoto de todo e qualquer movimento golpista”. Deram um golpe e venderam a "Vale"!...
Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Neste mês de janeiro, Leonel Brizola, se estivesse vivo, faria noventa anos. Um político que nesse mar de corrupção, aos olhos do povo, era um exemplo de honestidade! Carlos Lupi, seu sucessor no PDT, não conseguiu sair das garras da mídia: pediu demissão do Ministério do trabalho por suspeita de falta de probidade!
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