sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A PROFECIA MAIA E A EUROPA

Os Maias profetizaram o fim do mundo para o dia 21 de dezembro de 2012, no solstício de inverno no Hemisfério Norte. Não é isto que me causa receios. É muito estranha a situação da Europa, que durante séculos mantiveram sua hegemonia no mundo. Não acredito que foram os dez anos de moeda única que a levou a esta situação de pré- insolvência. A Alemanha, quarta economia do mundo, usou de uma política de austeridade e perdeu menos, se distanciando das outras potências européias. Segundo Mário Soares, atualmente a Alemanha e a França são que ditam as regras na zona do Euro. A França não se deve manter por muito tempo. O alto nível de desemprego faz cair os salários. O alto índice de desemprego alimenta a xenofobia. O alto nível de desemprego faz aumentar a insatisfação popular contras seus governos e às classes políticas. Os governos se defendem afirmando que o Banco Europeu, influenciado por outras nações, está dificultando o progresso em seu país. O FMI entra na parada exigindo “medidas de austeridades.” Com gostinho de Brasil anos 80. Xenofobia, austeridade econômica, insatisfação popular, ufanismo. Eis os ingredientes para a retomada de uma velha e conhecida receita preparada em meados do século vinte: O fascismo. Como a economia, mais do que nunca, está globalizada, os banqueiros e empresários americanos observarão desabar boa parte de seu patrimônio na Europa, sem nada poder fazer. Os EUA não estão bem das pernas. A Forte crise também pode atingi-los.
Aqui temos um caldo de cultura no primeiro mundo: Situação de insolvência, fascismo em vários países, levante popular em outros, retorno ao sentimento ultranacionalista. Isto em um mundo repleto de ogivas nucleares.
Uma alternativa seria a saída, de um cemitério londrino, do espectro de um alemão, elevando sua vós para todo mundo ouvir: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”
Na realidade o dia 21 de dezembro de 2012 não vai acontecer nada de extraordinário. Será um dia como outro qualquer! Será?

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