Os Maias profetizaram o fim do mundo para o dia 21 de
dezembro de 2012, no solstício de inverno no Hemisfério Norte. Não é isto que
me causa receios. É muito estranha a situação da Europa, que durante séculos
mantiveram sua hegemonia no mundo. Não acredito que foram os dez anos de moeda única
que a levou a esta situação de pré- insolvência. A Alemanha, quarta economia do
mundo, usou de uma política de austeridade e perdeu menos, se distanciando das
outras potências européias. Segundo Mário Soares, atualmente a Alemanha e a
França são que ditam as regras na zona do Euro. A França não se deve manter por
muito tempo. O alto nível de desemprego faz cair os salários. O alto índice de
desemprego alimenta a xenofobia. O alto nível de desemprego faz aumentar a
insatisfação popular contras seus governos e às classes políticas. Os governos
se defendem afirmando que o Banco Europeu, influenciado por outras nações, está
dificultando o progresso em seu país. O FMI entra na parada exigindo “medidas
de austeridades.” Com gostinho de Brasil anos 80. Xenofobia, austeridade econômica,
insatisfação popular, ufanismo. Eis os ingredientes para a retomada de uma velha
e conhecida receita preparada em meados do século vinte: O fascismo. Como a
economia, mais do que nunca, está globalizada, os banqueiros e empresários americanos
observarão desabar boa parte de seu patrimônio na Europa, sem nada poder fazer.
Os EUA não estão bem das pernas. A Forte crise também pode atingi-los.
Aqui temos um caldo de cultura no primeiro mundo: Situação
de insolvência, fascismo em vários países, levante popular em outros, retorno
ao sentimento ultranacionalista. Isto em um mundo repleto de ogivas nucleares.
Uma alternativa seria a saída, de um cemitério londrino, do
espectro de um alemão, elevando sua vós para todo mundo ouvir: “Proletários de
todo o mundo, uni-vos!”
Na realidade o dia 21 de dezembro de 2012 não vai acontecer
nada de extraordinário. Será um dia como outro qualquer! Será?
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