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domingo, 28 de agosto de 2011

LIBERDADE


Lá pelos meus vinte anos, foi que eu ouvi pela primeira vez o conceito marxista de liberdade: “LIBERDADE É A COICIÊNCIA DA NECESSIDADE!” Passei alguns minutos refletindo e falei para o dirigente comunista cinqüentão, que me havia proferido esta definição.




- Não entendi! Poderia me explicar melhor.


- Quando você estiver na minha idade você vai compreender!


Achei a resposta presunçosa, mas guardei o conceito. Mas o que é liberdade? É voar como um passarinho? Então porque as pessoas podem se enclausurar e se sentir livre. É fazer tudo que lhe vem à cabeça? Não, não é! É ter direito a voz e a voto? Não! Isto é conceito de democracia: nós nunca podemos dizer tudo que pensamos, e votamos na melhor opção, e não naquele ou naquilo que julgamos ser melhor! “A liberdade de um termina onde começa a do outro!” Estes são os limites da liberdade, mas não é um conceito. “A liberdade é como um edifício quando mais fortes forem seus alicerces, mais alto pode ser sua estrutura.” Também se refere a limite, porém há algo de interessante. O que vem a ser este “alicerce”?


















O “alicerce” representa todo o conhecimento, informações e sabedorias adquiridas ao longo da vida. Você só é livre para fazer aquilo que você sabe fazer. Caso contrário você pode causar prejuízo a você ou ao próximo. A gente tem uma noção melhor quando olhamos para uma criança. É lógico que uma crinaça não pode brincar com cobras “naja”, tampouco com jacarés. Certamente será picada e morrerá, ou será devorada! Por isso a eterna vigilância dos pais sobre as crianças e adolescentes. Também explica o porquê da maior idade ser aos dezoito anos. A sociedade também não permite que pessoas não qualificadas desempenhem determinada função. No Brasil é crime o exercício ilegal da profissão da medicina, da engenharia, etc. Também é crime um médico retirar o apêndice de um paciente que não tenha este órgão infeccionado. Também é crime construir algo desnecessário em uma obra de engenharia, apenas para encarecer a construção. Como vemos, estes profissionais só tem a LIBERDADE de fazer aquilo que eles têm COINCIÊNCIA DE QUE É NECESSÁRIO!
Quando fazemos algo pela qual não temos consciência da necessidade, ou estamos prejudicando alguém, ou estamos atentando contra nós mesmo. Portanto NÃO TEMOS A LIBERDADE DE FAZÊ-LO.


sábado, 20 de junho de 2009

O CERTO E O ERRADO



Como me falta assunto, vou discutir sobre religião. Ou melhor, sobre pecado. Melhor ainda: a noção daquilo que é certo ou errado.  É sabido que as religiões servem às classes dominantes, mas também é correto que impõe a uma determinada sociedade um código de conduta, sem a qual a convivência seria impossível. A religião judaica, no qual se basearam tanto o cristianismo, quanto o islamismo, tinha como código de conduta os dez mandamentos de Moisés. Cristo simplificou-o em uma só frase: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Outras religiões também têm seus códigos de conduta. Os budistas afirmam que se nos despirmos de todas as nossas ambições seremos felizes. Mas como merecer entrar o paraíso sem a necessidade de um “pistolão”? Como saber aquilo que é certo e o que é errado? Isto talvez possa ser resolvido através de uma equação matemática relativamente simples. Mas como é segredo, eu não posso revelar! Mas como é segredo, até mesmo para mim, eu não tenho como revelar, já que só Deus conhece a equação. Mas agora escrevendo sério, se devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Se você ama alguém, significa que você ama aquilo que ela faz, aquilo que ela gosta, aquilo que ela valoriza. Cultuar alguém não é amor, é idolatria! Então Deus nos manda valorizar sua criação. Então temos que amar a natureza. Quando Ele manda “amar o próximo como a ti mesmo”, significa que você deve fazer o melhor para as outras pessoas, sem prejuízo próprio. Devemos ter auto-estima elevada e tratar as outras pessoas ao nível de sua auto-estima. O resto é apenas uma questão cultural ou convenções. Assim é muito fácil distinguir o certo do errado. Se é assim tão simples, porque os seres humanos não conseguem distinguir o bem do mal? Será que existe algum gene defeituoso no DNA humano que nos impede de discernir o que é certo e o que é errado. Então Deus nos criou com defeito moral? Se Ele nos criou assim, como pode exigir perfeição da gente? A verdade é que há um complicador na equação. Existe uma correlação dialética entre o indivíduo e a sociedade. Tudo muda no tempo e no espaço. É impossível comparar nossas necessidades com as dos outros. Escrevi tudo isto porque me faltou assunto e inspiração.