quinta-feira, 26 de março de 2020

COVID-19 - TRÊS MOTIVOS PARA FAZER QUARENTENA


          Uma pandemia já era mais ou menos esperada, pois existiam condições objetivas e subjetivas para sua ocorrência.
           - Urbanização cada vez maior fazendo com que cada vez mais pessoas ocupassem espaços restritos.
          - Aumento acelerado do fluxo de pessoas e mercadorias ao redor do mundo. 
          - As mudanças climáticas pode acelerar o ciclo evolutivo dos seres vivos, inclusive de micro-organismos patogênicos.
          - O ciclo evolutivo dos patógenos também é beneficiado pela utilização indiscriminada de medicamentos, tornando-os cada vez mais resistentes.
            Nenhum país do mundo estava bem preparado para uma pandemia de relevância, quando haveria necessidade de emergências hospitalares de grandes proporções. Isto se deu pela própria dinâmica do sistema capitalista, onde não se faz investimentos onde a perspectiva de retorno, pelo menos, em médio prazo, não seja garantida.
Existem três motivos principais para o isolamento pessoal durante a pandemia de coronavírus.

1 – Achatar a curva de pessoas infectadas – este fator é o mais comentado pelos órgãos de comunicação. Se um grande número de pessoas forem infectadas pelo vírus ao mesmo tempo os serviços de saúde pública logo estão com a capacidade de atendimento colapsada. É interessante lembrar que, em tempos normais, em média, o grau de saturação das UTIs no Brasil é de 95%. Isto significa que só existe uma margem de 5% para o tratamento de casos graves de infecção pelo coronavírus. Dizendo isso, podemos supor que enfermidades graves como AVC, infarto e outras, competem com o covid-19 por leitos em UTI. De forma improvisada muitas vagas de UTI estão sendo criadas. Mas isto não ocorre de forma automática. Muitos equipamentos médicos terão que ser adquiridos, sendo que respirador é apenas um dos itens. Fazer com que o número de casos diários seja menor, mesmo que o surto dure mais tempo é desejável.




2 – atenuar a virulência do vírus – Uma curiosidade que vocês deveriam saber é que existem mais bactérias em nosso organismo que nossas próprias células. Principalmente no trato digestório. Munido desta informação, vem a pergunta: Porque não desenvolvemos anticorpos contra estas bactérias? Simplesmente porque elas são inócuas ao nosso organismo, e nossas defesas não vai perder tempo com elas. Quanto mais agressivo e virulento é o patógeno maior a reação do nosso organismo sobre ele! Seguindo o raciocínio, em grandes populações o patógeno mais virulento leva vantagem sobre o menos virulento, enquanto em pequenas populações acontece o contrário, já que a reação do sistema imunológico é mais lenta, oferecendo vantagem ao menos virulenta. Desta forma, se as pessoas optarem pelo confinamento, as novas cepas (raças) de vírus que surgirem serão menos virulentas e letais.


3 – Surtos em ondas. As atividades sociais e econômicas não podem se retrair por muito tempo, de modo que nas regiões onde os casos de infecção por covid-19 deixem de existir por alguns dias a tendência é todas as atividades humanas normalizem. Apesar de rigoroso controle nas estradas e aeroportos, pessoas infectadas podem entrar em áreas já isentas de vírus. Neste caso aparecerão novos surtos. Como desta vez as autoridades sanitárias não serão pegas de surpresa, estas pessoas imediatamente serão posta em quarentena, assim como aquelas que tiveram contato com as pessoas infectadas. A intensidade dos surtos será diretamente proporcional à virulência do patógeno. Se no local de origem da pessoa infectada houve um bom regime de quarentena, o vírus se propagará mais lentamente, tornando mais fácil debelar. Se forem obedecidos todos os protocolos no mundo inteiro, em alguns anos o covid-19 se tornará inócuo para toda a humanidade. Mesmo para os que nunca tiveram contato com o vírus.




           

domingo, 15 de janeiro de 2017

O SENTIDO DA VIDA E SUA DEMONSTRAÇÃO CIENTÍFICA

Visando comemorar meus sessenta e cinco anos de existência, decidi revelar, de forma científica uma curiosidade que acomete os adolescentes e jovens de todo mundo. Apesar de se julgarem autossuficientes, os jovens sabem que só uma pessoa que viveu muito pode responder. O problema é que depois dos trinta anos as pessoas deixam de pensar sobre o sentido de vida e usa sua cabeça para coisas mais práticas.
            Para os jovens que não teve muito contato com a Física devo fazer um preâmbulo. Explicar a diferença entre uma grandeza escalar e vetorial.
          Uma grandeza escalar é de fácil percepção. Possui apenas um valor numérico, seguido do símbolo da grandeza. Pode ser representado por um segmento de reta. Como exemplo podemos citar a distância: A distância entre Rio de Janeiro e São Paulo é de 400km.
          Já a grandeza vetorial (que pode ser exemplificada pela "Força") é um pouco mais complicada. Uma grandeza vetorial, além de um módulo (representada por um segmento de reta orientado, ou seja com uma flechinha em cima), uma direção e um sentido.
          Embora tenha um módulo, que á a quantidade de anos e dias que vivemos, a vida não deve ser uma grandeza escalar, pois assim a vida não teria sentido. E nós sabemos, empiricamente, que a vida tem sentido.
          A direção é a estrada que utiliza. Você pode ir do Rio de Janeiro a São Paulo ou de São Paulo para o Rio de Janeiro usando a Dutra. Mas também Você pode ir do Rio para São Paulo pela Rio-Santos, e depois subir a serra. Pode ir para Brasília passando por Belo Horizonte e voltar por Uberlândia e São Carlos, até São Paulo, pode sair do Porto do Rio até o Porto de Santos e subir  a serra. São muitas as direções (estradas, caminhos) que podemos tomar, porém limitados. Para cada trajetória teremos que definir um novo módulo. Portanto o valor do módulo deponde da direção. Como na vida podemos tomar infinitos rumos podemos concluir que não existe uma direção definida. Portanto a vida também não é uma grandeza vetorial. Talvez seja por isso que seja tão difícil entender o sentido da vida. Mas o que é sentido fisicamente? Na direção Rio-São Paulo, pela Dutra, existem dois sentidos: Do Rio de Janeiro para São Paulo e de São Paulo para o Rio de Janeiro.

     Portanto podemos concluir que a vida tem um sentido que vai do nascimento até a morte. Muito simples.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O DRACMA - MOEDA DE DOIS MIL E SETECENTOS ANOS - VAI VOLTAR?




         




            Até a adoção do Euro, a Grécia possuía a mais antiga moeda vigente no mundo. A dracma teria 2700 anos. Bem antes do nascimento de Cristo os gregos trocavam suas mercadorias com moedas de prata com as esfinges de tartarugas, pégasos e corujas. Com o passar dos tempos adquiriu diversas formas, inclusive de papel moeda, que persistiu até o início de século XXI. Como não é de se entranhar a dracma tem uma ligação estreita com os deuses do Olimpo. É uma ficha telefônica. Quando uma pessoa quer uma comunicação com um dos deuses do Olimpo, principalmente com Hera, esposa de Zeus, o deus supremo, basta jogar uma dracma em um local onde haja sol e água. Deve-se falar bem alto: "Ó deusa, aceite minha oferenda, me mostre que caminho devo seguir!” Imediatamente surgia um arco-íris Era a deusa Iris, mensageira do Olimpo! Responsável pela comunicação entre os deuses e os mortais. Hermes só fazia a comunicação entre os deuses, sendo que Ulisses foi um dos poucos mortais privilegiados com a sua visita. Nas outras vezes a comunicação era através de Iris. O dracma, segundo a mitologia grega, era um meio de pagamento à Íris.


            Sem a dracma os gregos perderam sua comunicação com o Olimpo. Perderam a proteção de Zeus, não tem a mais os conselhos sábios de Palas-Atena, nem podem contar com Demeter para dar de comida ao povo, nem mesmo Ares para fazer valer sua vontade àqueles que querem destruir seu povo submerso em dívidas.

            O povo grego decidiu não aceitar as imposições da Comunidade Europeia. Esta afronta poderá significar a expulsão da Grécia da zona do Euro. Quem sabe não é isto mesmo que os deuses do Olimpo estão programando para seu povo protegido. Quem sabe com a volta da dracma a Grécia volte a irradiar-se como um dos berços da civilização ocidental.
 


terça-feira, 30 de junho de 2015

INDINGNAÇÃO


- Oh não, meu Deus! Não pode ser assim!

- Oh não, meu Deus! Não pode ser!

- Oh não, meu Deus! Não pode!

- Oh não, meu Deus! Não!

- Oh não, meu Deus!

- Oh não, meu!

- Oh não!

- Oh!

Nunca perca a capacidade de se indignar.


(Parafraseando a "Poesia das aspas" - autor desconhecido)