quinta-feira, 29 de março de 2012

UM INOCENTE PEDÓFILO!

       Até o final do século passado era comum nos comerciais na televisão com meninas (e meninos) com até uns três ou quatro anos nuas. Nos quadros de famosos autores renascentistas, é freqüente a presença de cenas com crianças nuas. Isto porque a mudez infantil era considerada símbolo de pureza.
Hoje devido algumas mudança em nossa cultura, aliada a cenas eróticas na TV, compensada com educação sexual nas escolas, qualquer criança de cinco anos sabe como foi gerada. Atualmente, talvez, o crime de pedofilia se justifique mais pela falta de juízo e imaturidade sexual das crianças do que pela inocência em si. Justifica-se também devido ao maior poder de persuasão do adulto sobre a curiosidade e alguns aspectos da própria sexualidade infantil.
            Esta semana o STF absolveu um homem que havia abusado sexualmente de algumas (no plural) meninas de doze anos. As garotas eram prostitutas, ou seja, alugavam seus corpos para obter dinheiro. A absolvição se deu porque já existe jurisprudência sobre o caso. A corte apenas disse que a sua conduta foi “imoral e reprovável”, porém as meninas “estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo”.
            Tenho colocado alguns temas polêmicos como aborto, eutanásia e agora pedofilia, não para defender este ou aquele ponto de vista, pois acho que este blog não é o fórum ideal para este tipo de polêmica. Mas a minha idéia é fazer as pessoas refletirem sobre alguns aspectos éticos e morais no início do século vinte e um.
            Existe todo tipo problemas psicológicos que induzem a desvio de conduta (cleptomania, por exemplo) neste mundo. Há vinte anos o homossexualismo era considerado uma aberração sexual. Alguns homens (já li sobre isso) amam verdadeiramente crianças e seria incapaz de fazer mal a elas, porém este amor que deveria ser fraternal, no máximo paternal, por algum desvio psicológico transforma-se em “amor conjugal”. Estes pedófilos, como o nome diz, amam as crianças. Não tem intenção de magoá-las. Para ele suas bolinações é uma forma de fazer carinho. As crianças, muitas vezes, até gostam deles!
Nem todos os pedófilos amam as crianças. Alguns abusam de crianças, porque sente a necessidade de “experimentar sensações novas”. Estes podem costumam machucar fisicamente as crianças. Acredito que este seja o caso mais comum dentro de famílias, onde pai ou tio abusam de suas filhas e sobrinhas. É o caso de um alcoólatra, que é rejeitado pela própria esposa e não é aceito nem pelas prostitutas, na rua. Porque não subjugar sua própria filha pré-adolescente? Há aqueles que além de violentar, assassinam as crianças para não testemunhar o fato. Porém este já é um caso extremo.
Por mais bárbaro que pareça um homem que teve relações com várias meninas de doze anos foi inocentado. Talvez seja mais bárbaro uma criança ter que vender seu corpo para obter seu pão. Para as meninas aquele foi mais um homem, que não lhe causou nem mais nem menos trauma psicológico ou dor física, que outros tantos homens que a procuraram.
Ainda bem que eu não sou juiz!!!!

quarta-feira, 28 de março de 2012

VOU ADOTAR UM RAPAZ DE 24 ANOS!

                 Um velho de sessenta anos adotar um rapaz de vinte e quatro anos parece coisa de boiola. Mas não é isso. Na realidade vou adotar como filho.
                Tudo começou na cidadezinha goiana de São João D’Aliança. Havia um concurso público para uma função administrativa no Escritório da Emater-GO. Chegou uma menina acompanhada de uma criança de dois anos e dois meses. Era a Márcia com seu sobrinho Lucas. Para não atrapalhar o processo de inscrição, brinquei com ele depois “ensinei-o a bater à máquina”. Ele adorou o brinquedo. Conheci meu futuro filho antes de conhecer minha ex-esposa.
                Um mês depois, numa festa da escola estadual local, fui interpelado por uma professorinha: “Você é o Carlos da Emater? Meu filho de dois anos fala muito em você!” Ali mesmo fizemos amizade. Alguns meses depois a mãe do Lucas estava indecisa entre dois pretendentes. O seu filho Lucas de dois anos escolheu para ela. O garoto me adorava, e eu emocionado, gentilmente correspondia. Como tratar mal uma criança que te adora?
                No dia do casamento o garoto passou a me chamar de pai. Mas devido as procrastinações da vida, somente agora entrei com um processo de adoção. O julgamento será hoje,  vinte e oito de março de dois mil e dez. Se tudo der certo, ganharei um novo filho. E dentro de alguns dias a primeira netinha, pois a esposa de Lucas está grávida de nove meses!

segunda-feira, 26 de março de 2012

A ONÇA E O RATO


À primeira vista o que se vê é o abuso do rato. Como um miserável roedor tem a petulância de furtar um pedaço de carne de uma avantajada onça? Mas olhando bem, podemos observar que o felino é domesticado. Em seus olhos não se vê o orgulho e a altivez de ser um exemplar de Panthera onca, o maior felino das Américas. O maior predador do Brasil! Vê-se um animal resignado, quem sabe sofrendo de baixa auto-estima. Porém é um animal bem tratado. Comida não lhe falta. Seu pelo lustroso denuncia que não passa fome.
Ao ser tirado de seu habitat, quem sabe ainda bebê, condenou-se a fazer o papel de um gatinho, embora de grandes dimensões. Objeto de visitação pública. Nada daquele animal selvagem que todos temem, que quando ele mia, até as árvores se encolhem de terror. Não vive como o rei de um pedaço de dezenas de hectares da floresta, só permitindo a entrada de fêmeas, mesmo assim se ela estiver no cio.
O rato é um animal livre, se esconde em cada buraco fugindo dos predadores, mas é um animal livre. E agora nada teme, pois tem uma onça como companheira. Uma onça com a auto-estima tão baixa que se iguala a um rato. Mas mesmo assim uma onça!

"ADMIRÁVEL MUNDO NOVO"


           Para garantir a sustentabilidade no mundo precisamos de três coisas. A primeira é a inclusão social de todas as pessoas e povos que desejem ser incluídas. Quando falo em inclusão social, digo as mínimas condições de moradia digna, boa condições de higiene, alimentação não só baseadas em caloria, mas sem deficiência de vitaminas. Acesso à saúde (preventiva e curativa) e a educação ( não só somar e escreve, mas ter um conhecimento sobre o mundo)
            O segundo seria disponibilidade de energia renovável. Parece que a energia oriunda do sol, como hidrelétricas, energia eólica, bicombustíveis, etc, já possui suas limitações espaciais. Talvez, no futuro tenhamos que utilizar mais energia geotérmica (em tese, em qualquer lugar do mundo, se fizemos dois buracos próximos um do outro, que se encontrem a dez mil metros, será possível obter energia geotérmica. Basta injetar água sob forte pressão em um dos buracos e ela voltará, em forma de vapor, o suficiente para rodar uma turbina ligada a um gerador. Hoje se testa produzir energia geotérmica através de gêiseres ou nas proximidades de vulcões. Mas a solução definitiva será possível apenas quando dominarmos a tecnologia da fusão nuclear. Será possível obter uma quantidade ilimitada de energia transformando hidrogênio em hélio, com baixo nível de radioatividade.
            O terceiro seria alimentos para todos. No momento se forem colocadas todas as tecnologias disponíveis para a produção de grãos, hortaliças, oleaginosas, fibras, etc., seria possível abastecer toda a população do mundo e sobraria uma boa reserva para o futuro. O mesmo se dá para a produção de gado, aves e outros animais. A produção agropecuária depende totalmente da energia solar Porém, como a energia solar é limitada, talvez, após o domínio da fusão nuclear, o custo da energia seja tão barata, que seja possível produzir monossacarídeos e aminoácidos de forma sintética, transformando-os em açucares, amido, proteínas e vitaminas. É evidente que parte de nossa alimentação será natural (ou, quem sabe híbrida: pode-se fornecer a maioria das substâncias e fito-hormônio para que as plantas possam viver e frutificar quase sem luz. Desta forma poder-se-ia produzir verticalmente, em grandes paredões. A produção de carne poderia ser em meio de cultura).
            Uma simples sala poderia se transformar em um universo virtual, tridimensional, com alta resolução. Inclusive interagindo com outras pessoas que estão em outra sala, em qualquer lugar do mundo. As pessoas não precisarão de espaço físico para viver, a não ser para se exercitar. No mais, elas viverão no ciberespaço!
            O mundo será formado por 95% de vegetações nativas e recuperadas. Praticamente livre da presença humana! 5% seriam enormes megalópoles, com edifícios de duzentos a trezentos andares, totalmente automatizadas. Tudo será feito por robôs, “nossos escravos”. Os homens cuidarão da arte, do esporte e do conhecimento. Continuarão fazendo festas, bailes, e, muito importante: jamais deixarão de fazer sexo!!!

domingo, 25 de março de 2012

PIADINHA DE CASAL


Como hoje passei a  manhã tentando enviar uma declaração retificadora do Imposto de renda de 2011, e, finalmente consegui às três e meia, nada como contar uma piadinha apara esfriar a cabeça.
Um casal estava discutindo fazia duas horas. Não era uma discussão, era um monólogo, pois só ela falava. Quando ele finalmente ele conseguiu falar, apenas disse olhando pela janela.
- É!... Capaz de hoje fazer um belo dia!...
Depois de cinco minutos de mais espinafração, ela parou e perguntou.
- Eu estou há duas horas falando com você, e você olhando para o tempo. Porque um belo dia.
- É por que você sempre fala que UM BELO DIA você abandona esta casa!...


Traduzido e adaptado por CDI.

sábado, 24 de março de 2012

SOBRE EUTANÁSIA. O QUE PENSAR?

Se da última vez escrevi sobre aborto, hoje é o dia da eutanásia. Sinceramente, eu acho que morreria se na hora “H” me tirassem os tubos! Humor negro à parte uma forte dor ou um grande sofrimento nos leva a pedir a morte. Lembro-me que, uma vez, eu estava em uma estação de metrô em Moscou, quando fui acometido por uma forte cólica. Senti o ímpeto de me atirar debaixo do trem que já vinha vindo. Depois em um relance percebi que era mais vantagem “fazer nas calças”. Por sorte havia um banheiro público próximo à estação onde pude me aliviar.
Eu acredito que o estado psicológico de uma pessoa pode mudar a cada momento. Uma pessoa que não esteja sob um sofrimento físico intenso por todo o tempo, não pense em morrer todo o tempo. Se uma pessoa não estiver sofrendo com dores muito fortes e não se sentir asfixiada, não há motivos para se desejar a morte. Como morfina e anestésicos controlam dores muito intensas e oxigênio, em alta concentração, diminui a sensação de asfixia (se oxigênio não resolver o paciente terá morte cerebral!). Pessoas que não consegue interagir com o mundo, mas pode percebê-lo, caso receba ajuda de psicólogos, poderia mudar de idéia sobre seu desejo de morrer, já que querer morrer é fruto de um estado depressivo devido à impotência perante o mundo. Restam, então, os casos de pacientes que estão em coma profundo, com fortes e irreversíveis lesões cerebrais, que os tiraram de sua forma consciente.  Será que eles sonham? Será que estas pessoas deixam de viver uma vida real para viver em um mundo virtual?
Não estou, aqui nesta postagem, me colocar contra a eutanásia, mas acho que precisamos avançar do ponto de vista técnico-científico para que um médico tenha condições reais de avaliar se deve ou não deve abreviar a vida de um paciente em sofrimento. Por este motivo nos países onde o aborto é permitido, mesmo nos países desenvolvidos, a eutanásia é, normalmente, considerada crime.
Outra situação é quando um paciente não tem mais condições de viver de forma natural, e nem haja esperança de que isto aconteça. Não sou médico, não sou jurista e nem parlamentar para ser obrigado a emitir opinião se a retirada dos tubos se constitui eutanásia ou não.

quinta-feira, 22 de março de 2012

OPINIÃO SOBRE ABORTO


         Há algumas postagens atrás eu estava escrevendo sobre a gafe da mídia brasileira sobre o número de mulheres que morrem em virtude de aborto clandestino no país. Sobre a questão do aborto no Brasil me reservo o direito de ficar “em cima do muro”: não sou juiz nem parlamentar para julgar e legislar. Uma coisa importante é que juridicamente a opinião da Igreja Católica ou qualquer outra instituição religiosa não pode ser levada em consideração, pois o Estado é laico. Acho que a melhor avaliação sobre o tema seria a conveniência da sociedade:
Contra o aborto temos o fato de, hoje em dia haver uma tendência de não provocar mortes em animais (com isto saindo do dilema ser um feto consciente ou não), em particular os vertebrados, a não ser para alimentação. Matar qualquer animal, é, hoje em dia,  considerado crime.
A favor existe o fato de que, modernamente, é natural a mulher ter relações sexuais sem serem casadas e, também, pelo fato das meninas terem suas primeiras relações sexuais cada vez mais cedo, o que aumenta o risco de gravidez indesejada. O aborto existe. As clínicas são ocultadas apenas o suficiente para não impedir que sejam encontradas por qualquer mulher que precise do serviço. O grande problema é que centenas de milhares de meninas e mulheres pobres acabem sendo internadas em hospitais públicos, vítimas de “fazedores de anjos”, sem a menor qualificação para realizar um aborto. Muitas mulheres acabam morrendo.
Aprovar uma lei de aborto que inclua gravidez indesejada talvez seja conveniente para a sociedade brasileira. Quem segue uma religião basta não recorrer a este procedimento. Mas isso é com os legisladores e juízes.

terça-feira, 20 de março de 2012

O GATO E O RATO




O GATO FAREJOU O RATO



O GATO MORDEU O RATO


O GATO TEVE UM MAL SÚBITO

O GATO VEIO A ÓBITO


CONCLUSÃO: ALIMENTO SINTÉTICO PODE FAZER MAL À SAÚDE

segunda-feira, 19 de março de 2012

PIADA DE AGÔNOMO

          Quado eu escrevi no blog que o agrônomo se mete em todas as áreas do conhecimento, me lembrei de uma piada:
          "Numa seção extraordinária na ONU, o secretário geral (o Coreano) abriu a pauta dizendo:
         - O primeiro ponto é o problema da fome no mundo. Existe fome na África, Ásia, América latina e até mesmo na Europa e América do Norte. Precisamos de um plano para erradicar a fome no mundo. Alguém tem uma sugestão?
          Foi um silêncio geral. Até que alguém levantou o braço.
         - Pode falar! Disse o coreano. Mas primeiro se identifique.
        - Eu sou o agrônomo. Posso garantir que existe tecnologia suficiente para erradicar a fome no mundo. Basta colocar em prática. Aumentando aprodutividade dos produtos agropecuária não só é possível erradicar a fome, como podemor ter uma reserva de alimentos para emergência.
          O Secretário Geral tomou a palavra:
          - Agora o segundo ítem da pauta: Como manter o nível de crescimento no consumo de combustíveis e e diminuir a emissão de gases de efeito estufa.
De novo aquele silêncio geral no plenário. O agrônomo voltou a levantar a mão.
          - É possível resolver este problema com a produção de biocombustíveis. Pode-se produzir alcool para substituir a gasolina a partir de diversas partes vegetais cultivadas como cana de açucar e milho. Através de óleos vegetais pode-se produzir biodiesel para veículos pesados.
          O secretário já estava meio irritado e passou para o terceiro ponto da pauta.
          - É sobre a copa no Brasil. Sr. agrônomo! Existe alguma forma de fazer a FIFA e o Governo Brasileiro se entenderem?
         - Ah! Isso eu não posso resolver! Eu sou apenas um humilde agrônomo."

O SEGREDO DE CUBA

            Nem todos sabem, mas existe a União Internacional dos Estudantes, onde, eu acredito que a UNE seja filiada. Existem outras instituições internacionais de jovens. Após o término da segunda guerra mundial, jovens do mundo inteiro fizeram um festival em Berlim em favor da paz. A maioria das pessoas que morrem nas guerras são os jovens. Geralmente são soldados com pouca qualificação militar. Os oficiais, mais velhos, ficam na retaguarda! O sucesso do festival foi tão grande que resolveram a cada cinco anos promover um novo “Festival Internacional da Juventude e dos Estudantes”, promovido pela União Internacional dos Estudantes e outras instituições, cada vez em um país diferente.
            Em 1988 eu fiz parte da delegação brasileira no 11º Festival da Juventude e dos Estudantes, em Havana, Cuba. Fui escolhido porque era difícil trazer delegados da UNE do Brasil, por causa da ditadura militar. No momento eu fazia parte da diretoria da União de Estudantes Brasileiros na URSS.
            Como membro da delegação brasileira, eu tive a oportunidade de conhecer de perto um “comitê de defesa da revolução”, algo que os turistas, normalmente, não têm acesso. Existe um comitê em cada bairro, em cada vila, em cada comunidade. Funciona como uma associação de moradores: fazem reivindicações às autoridades locais, promovem festas folclóricas (com muita rumba!), etc. Mas o mais importante é que em poder dos comitês de defesa da revolução existe um pequeno arsenal em armas. A cada seis meses os moradores do bairro fazem um treinamento com armas.
            Daí pode-se tirar duas conclusões: a primeira explica porque os americanos nunca invadiram Cuba. Com a população armada, tomar a ilha é fácil, mas mantê-la seria bem difícil. A segunda é que a população sempre foi amplamente favorável à administração de Fidel Castro, e atualmente a Raul Castro. Se fosse ao contrário, a própria população armada se encarregaria de colocá-los fora do poder.
            Existe muita coisa sobre Cuba que nós não conhecemos, e nossa mídia, para piorar, está a serviço da desinformação: Porque o presidente de um país mais rico que Cuba procura a cura de seu câncer naquela ilha? Porque não no Brasil, país mais desenvolvido? Nossa legislação garante o direito de sigilo médico sobre a enfermidade do paciente. Qualquer soropositivo para AIDS sabe disso.

domingo, 18 de março de 2012

SOMOS POUCO PRODUTIVOS

             Outra vez vou falar sobre um tem que eu não entendo muito bem. Apenas dou meus palpites. Economia. Hoje lendo os jornais fiquei sabendo que o Brasil se encontra em antepenúltimo lugar em produtividade do trabalho.
               Esta informação é interessante, mas não deve ser colocado em termos sensacionalista. Primeiro porque não se pode colocar a responsabilidade neste ou naquele governo. Vem sendo um processo que vem passando por diversas administrações governamentais. Por outro lado o aumento da produtividade no trabalho deve ser promovido com muito cuidado para não provocar problemas sociais como o desemprego, além de agravar a distribuição de renda no país.
                Os principais fatores que promovem a elevação da produtividade no trabalho são o aumento do nível de automação nos processos produtivos e não produtivos, além de melhor capacitação dos trabalhadores.
                Um incremento na produtividade por um lado diminui os custos de produção, tornando o produto gerado mais competitivo, mas por outro lado demanda menor quantidade de mão de obra, o que favorece o desemprego. Acredito que o governo não deva se preocupar em tomar medidas específicas para aumentar nossa produtividade. É necessário políticas que promova o crescimento econômico, dentre elas a melhor qualificação da mão de obra e estímulo à inovação tecnológica. O resto a própria iniciativa privada, o resto a própria iniciativa pricada, em seu processo competitivo, resolve.

sábado, 17 de março de 2012

O VALOR DA TERRA


                Mais uma vez vou deixar de divagar e assumir o papel de agrônomo. Mais especificamente vou escrever sobre economia agrícola e direito da terra. (Como se vê, um agrônomo se mete em todas as áreas do conhecimento!) 
          O principal meio de produção do agricultor é a terra. Todos os produtores rurais usam a terra como meio de produção, seja ela própria, arrendada, grilada, roubada, mas é fundamental o uso da terra para atividades agropecuária. Mas qual o valor da terra? No Brasil o valor da terra é complexo.
                O valor de uma mercadoria é o somatório de todas as forças de trabalho utilizadas para a produção de um determinado bem. Para saber o valor de uma cama precisamos calcular o trabalho utilizado na madeireira, na serraria para cortar as tábuas, na marcenaria para construir a cama, na loja de móveis para comercializar, tudo isto somado ao trabalho dos fretes usado no transporte entre cada uma destas etapas. Este é o valor da cama. O preço depende da relação entre a oferta e da procura.
                Mas como preço e valor se relacionam? Quando existem muitas camas no mercado, seu preço cai abaixo de seu valor, causando desestímulo à sua produção. A oferta de mesas então diminui. No caso de haver poucas mesas à venda, seu preço se torna elevado, estimulando sua produção. Desta forma valor e preço de mercado tende a um equilíbrio.
                No caso da terra o seu valor é o somatório das diversas benfeitorias na propriedade, na qual se utiliza mão de obra: Construção da sede, galpões, currais, pontes, açudes ou barragens, desmatamento, correção de solo, plantio de pastagens e fruteiras perenes, etc. Mas existem outros fatores que vão formar o valor da terra: proximidade de centros urbanos consumidores, proximidade de uma estrada para escoar a produção, rede elétrica próxima e outros. Estes elementos não foram oriundos de investimento do produtor, e sim da sociedade como um todo. A grosso modo o valor da terra possui dois componentes: uma parte do valor vem da ação do produtor sobre a propriedade e outra a valorização por parte da sociedade. Existe um terceiro componente, que é formado pela fertilidade do solo, presença de mananciais, topografia, vegetação, etc. Estes fatores não  tem valor econômico, apenas “valor de uso”, já que não houve trabalho humano na sua formação. Porém estas características fazem parte do patrimônio nacional e deve ser bem administrado pelo produtor.
Desta forma se justifica confiscar terras improdutivas ou com mal manejadas do ponto de vista ambiental para fins de reforma agrária. Se o produtor não investe na propriedade, ou não preserva o meio ambiente, então ou o seu valor é oriundo apenas do trabalho da sociedade brasileira como um todo ou se está destruindo um patrimônio nacional. Justifica-se, então, a perda da posse da terra pelo produtor.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O RETORNO DOS MAMUTES


No filme “Era do gelo 2”, o mamute entrou em depressão pois acreditava que sua espécie estava em extinção e o ultimo remanescente era ele. O tigre de dente de sabre e a preguiça tentavam consolá-lo. No final, depois que ele encontrou uma namorada, passou uma manada de mamutes.
Hoje sabemos que tanto os mamutes, quanto os tigres de dente de sabre não existem mais. Tão pouco as preguiças terrestres.
Idéias de trazer à vida animais extintos não fazem parte apenas da ficção. Muitos cientistas estão trabalhando neste sentido. Pensou-se em trazer de volta o lobo da Tasmânia, extinto no início do século XX. Existem vários destes animais conservados em formol e em álcool. Porém em todos os casos o material genético encontra-se muito danificado. Ainda não existe tecnologia para recuperá-lo.
Porém mamutes, tem-se encontrado, em bom estado de conservação nos gelos da Sibéria. Seus DNA estão intactos. E existem em quantidade suficiente para formar uma pequena população. Mas agora se esbarra em outro problema. Uma elefanta seria capaz de gerar um bebê mamute. Será que o citoplasma dos elefantes é compatível com a porção nuclear dos mamutes, para que se possa introduzir nos óvulos destes animais um núcleo de uma célula somática de mamute? E se ao invés de trocar o núcleo do óvulo da elefanta, se introduzisse os cromossomos do mamute e se deixasse intacto os genes do elefante? Teríamos um híbrido que se denomina “alopoliplóide”.
A notícia de hoje, em “O Globo”, diz que o polêmico geneticista Coreano Hwang Woo-suk pretende fazer uma clonagem de mamute com auxilio de uma elefanta até 2015.
Alguns cientistas acreditam que não tem sentido trazer de volta animais extintos. Tais animais não teriam mais condições de repovoar o seu antigo habitat, devido à falta de variabilidade genética. A não ser se fizermos cem ou duzentos clones de animais diferentes oriundos de lugares diferentes onde outrora habitava. Se não houver variabilidade genética, haverá cruzamento entre indivíduos aparentados (endogamia) que ao longo das gerações provocará “depressão endogâmica”, ou seja, aparecerão diversas doenças genéticas. Outro motivo que dificulta a reintrodução é ele ter sido extinto naturalmente por falta de adaptações às condições ambientais de cinco mil anos atrás. Aliado a falta de variabilidade genética já poderíamos dizer que esta espécie não teria condições de se adaptar ao ambiente atual, que seria hostil a todos os indivíduos. Se conseguirmos uma alta variabilidade, pode ser que um ou outro animal possa vir a se adaptar, apesar de pouco provável.

quinta-feira, 15 de março de 2012

LUIZ CARLOS PRESTES

A recente visita da Sra. Maria Ribeiro Prestes, companheira de mais de quarenta anos do Cavaleiro da Esperança, juntamente com alguns de seus filhos, ao gabinete da presidenta Dilma, mostra que a memória de Luiz Carlos Prestes ainda está muito viva entre aqueles brasileiros que sonham em um mundo mais igualitário, mais justo e mais próspero.
            Lembrei-me de minha infância. Lembrei-me que nesta época o super-herói preferido dos meus amigos era o Jerônimo “o herói do sertão”. Naquela época já havia super-heróis! Eu era diferente, quando eu ouvia aquele senhor de sessenta anos falar, eu ficava hipnotizado! Contavam-me histórias da “coluna”. Isto me arremetia aos tempos heróicos da Grécia (pobre Grécia, sem o Dracma, perdeu sua força!), lembrava-me de Hércules (que não era o Correia, era o grego mesmo!) e seus trabalhos impossíveis de realizar. Lembro-me das histórias que me contavam sobre o movimento de trinta e cinco. Também me contavam sobre os anos de prisão e o movimento internacional pela sua libertação. Recordo com se fosse hoje, em Niterói. Eu, cara a cara com o Velho, no quadragésimo aniversário de PCB. Minha boca estava aberta e meus olhos arregalados, enquanto o povo gritava: “nós queremos, legalidade!”
            Uma vez, em moscou, fui visitar meus amigos, Carlinhos, João, Rosa, Ermelinda, que a gente chamava de Melinda. A Maria Prestes sempre recebia bem os brasileiros que estudavam na Patrice Lumumba, com um cafezinho e às vezes um cálice de vodka. Foi quando aporta do escritório se abriu e saiu de dentro dele ninguém mais que ele: o Velho!!!! “Carlos! Pode vir até meu escritório?” Ele sabia meu nome! Luiz Carlos Prestes, meu super-herói sabe meu nome. Nem me lembro o que ele queria me perguntar, mas o importante é que ele sabia meu nome!
            Perdoe-me aqueles que querem me condenar por “Culto à personalidade!” Eu pequei e continuo pecando.
            “Nasceu Luiz Carlos Prestes. É como se dissesse: nasceu um rio!” (Pablo Neruda)

SEXO COM PLANTAS.

Ando um pouco preocupado. Recebi a tarefa de fazer sexo com arroz. Embora vocês não tenham noção, é muito difícil. Embora eu nunca tenha feito, sei que fazer sexo com feijão é bem mais fácil! O maracujá foi a planta que eu tive menos dificuldade: basta enfiar o os cinco dedos no fundo da flor aberta e rodar. Tem que ser feito depois do almoço. Ou seja, no período da tarde. Para o mamão a técnica é mais sofisticada: Escolhe-se um botão floral de uma planta feminina, já desenvolvida e com cuidado abrir suas pétalas, manualmente. Depois introduzir uma flor retirada de uma planta hermafrodita. Deve-se cobrir a flor com um saco de pipoca para que ocorra a polinização sem contaminação de outros polens. Já polinizei artificialmente outras plantas, como fruta-do-conde.
O arroz costuma usar a autopolinização para se reproduzir, ou seja faz sexo com ele mesmo. Por isso fazer sexo com arroz é complicado: Primeiro devo deixar sair dois terços da panícula (cacho). Cortar um terço fora. Com auxílio de uma lupa e uma pinça retirar toda a parte masculina (estames) de cada uma das espiguetas (grão). Fazer isso em todo o terço do meio (exposto). Retirar a folha que cobre o restante da panícula e retirar todas as espiguetas imaturas. Esfregar uma panícula da outra variedade ou linhagem que se quer cruzar, nas espiguetas castradas e, finalmente cobrir com um saco plástico para evitar contaminação.
Coletar a produção e colocar para germinar. Depois da planta crescer, separar as plantas originárias do cruzamento, das plantas auto polinizadas. Para isso se usa “marcadores morfológicos”. São características em que na planta “pai” é dominante e na planta “mãe” é recessiva. Elimina-se as plantas auto-polinizadas e, assim, se obtém apenas plantas que surgiram do cruzamento. Após a colheita, basta semeá-la durante várias gerações até se obter uma nova variedade. Existem vários esquemas para fazer isso. Dependendo da melhoria que se quer dar ao arroz.
Escrever é fácil, entender é um pouco mais difícil, mas o pior é ter que fazer. Se tiver que fazer mesmo será minha prova de fogo como geneticista-melhorista.