quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MATAR E MIJAR EM CIMA!


Um bando de moleques estava jogando futebol quando um rato entrou em campo. O goleiro saiu de sua posição e deu um chute no rato. Procedimento que foi seguido por todo o time. Depois do roedor bem morto eles tiraram o pipiu para fora e urinaram em cima do cadáver do animal. Isto não parece ser um procedimento louvável para um grupo de pré-adolescente, porém até perdoável. Se fosse uma equipe formada por homens adultos, a atitude seria reprovável! Agora imagine que ao invés de ser um rato fosse seres humanos, e o time de futebol fossem soldados americanos no Afeganistão! As autoridades americanas que ainda vão averiguar, pois este procedimento não é compatível com soldados americanos! Mas o filme mostra soldados yanques mijando em guerrilheiros talibãs mortos! Será que este filme foi fabricado apenas para denegrir as santas Forças Armadas Norteamericanas? 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

NÃO MATARÁS


A moral e os bons costumes aparecem por alguma questão prática, mesmo que depois não se saiba para que foram inventadas. O mais hediondo dos crimes ou pecado é tirar a vida de um semelhante. Como vivemos em sociedade, precisamos confiar nos outros. Hoje matar um animal silvestre ou mesmo derrubar uma árvore constitui crime. Porém é permitido sacrificar animais domésticos para nossa alimentação. Os vegetais utilizados para este fim também podem ser colhidos. Quando comemos um prato de arroz com feijão, milhares de vidas são sacrificadas, pois cada grão possui um embrião que poderia se transformar em uma nova planta. Deus nos fez predador! A natureza fez de nós heterotróficos.
Seria possível viver sem matar? Vamos tentar desenvolver uma dieta em que ninguém nem nada morra. As arvores frutíferas desenvolveram seus frutos carnosos justamente para alimentar os animais. Os bichos, como forma de pagamento, deverão levar a semente da fruta bem longe da planta mãe para que a espécie possa ser disseminada. Isto é uma relação simbiótica. Mas a polpa das frutas fornece apenas vitaminas, sais minerais e carboidratos. Precisamos de lipídios e proteína, presentes na carne e nas sementes. O abacate possui muita gordura e a polpa farinhenta do jatobá possui, além de açúcar, alguma proteína. Porém não o suficiente para atender a demanda do organismo. Que tal solucionar com ovos não galados? Embora estejam vivos, nunca vão se transformar em pinto, frangos, e muito menos em galinha. O ovo não galado é uma célula haplóide e não um ser vivo, diria um sofista!
Em um mundo em que bilhões de pessoas passam fome é impossível prescrever uma dieta desta. Não haveria produção suficiente, nem vontade política para produzir. Por enquanto continuaremos matando alguns bichinhos e plantinhas para continuarmos vivendo. Mesmo porque nós mesmos ainda somos mortos pela própria natureza para que nossos filhos e netos possam sobreviver.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O MUNDO AINDA É AUTOSSUSTENTÁVEL?

Tenho escrito em postagens anteriores de que se nós vivêssemos em uma sociedade solidária seria possível habitar em nosso planeta uma população maior com alto padrão de bem estar. Apresento alguns cálculos, que embora bastante empíricos, demonstram o que eu quero dizer.

A – ATIVIDADE AGROPECUÁRIA
O nosso planeta possui 144 milhões de quilômetros quadrados de terras emersas. Ou seja, 14,4 bilhões de hectares. Um hectare é igual a um capo de futebol. Vamos selecionar 10% desta área (1400 milhões de hectares – uma vez e meia o Brasil, que possui 851,3 milhões), situada em uma região tropical (para facilitar os caçulos), para atividade agropecuária. Desta forma teremos duas safras ao ano e não há necessidade de confinamento de gado. Quatro será usada para a agricultura (arroz, milho, trigo e soja) a dez milhões para a pecuária (80% carne e 20leite). 75% da produção de grãos irão para a criação de aves e suínos. Com conversão alimentar (parte da comida que se transforma em carne) de 50% (muito baixo!)
O nível de produtividade anual e a área a ser utilizada para plantio/criação a ser considerado será o seguinte:
- Arroz – 3000 kg/ha – Área plantada – 400 milhão de hectares → 1.200 milhões de toneladas
- Milho – 5000 kg/ha – Área plantada – 400 milhão de hectares → 2.000 milhões de toneladas
- Trigo – 4000 kg/ha – Área plantada – 400 milhão de hectares → 1.600 milhões de toneladas
- Soja – 2500 kg/ha – Área plantada – 200 milhão de hectares → 500 milhões de toneladas
- Carne – 135 kg/ha – Área de pastagem – 800 milhão de hectares → 108 milhões de toneladas
- Leite – 3000 l/ha – Área de pastagem – 200 milhão de hectares → 600 bilhões de litros
Cada cidadão terrestre teria diariamente:
- 40g de carne bovina.
- 1 copo de 220 ml de leite
- 500g de cereais (pão, biscoito, papa, mingau etc.)
- 1500g de grãos serão convertidos em 750g de carne suína ou de frango (muito!)
        B – USO URBANO:
        Se cada cidadão do mundo usar 200 m² (20 em casa, 20 no trabalho/escola e 160 m² para ruas, praças, lojas, etc.), sendo que 100 m² correspondem a 0,01 ha, todos os 7 bilhões de cidadãos do mundo usaria 140 milhões de ha. (1% das terras emersas)

C – OUTROS USOS
        Se utilizássemos 9% (área maior que o Brasil!) para produção de frutas e hortaliças (em média 15.000 kg/ha), áreas de lazer, cinturão verde, estradas de rodagens e de ferro, extração de minérios, hidrelétricas e muitas outras utilizações, gastaríamos para uso humano apenas 20% de todas as terras emersas do planeta.
        CONCLUSÃO
           
       O problema não está na superpopulação humana e sim na falta de gestão dos recursos naturais disponíveis. Ainda é possível, teoricamente, preservar 80 % da natureza!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

METAMORFOSE OU MORTE!


Não estou parafraseando o brado supostamente proferido pelo príncipe regente de Portugal quando se decidiu pela independência do Brasil. Trata-se de uma citação do livro “O caminho da Esperança”, de Edgar Morin e Stéphane Hesselv (conforme o Blog “Tijolaço”, de Brizola Neto).
O certo é que se o sistema capitalista quiser tem uma sobrevida, terá que mudar seus paradigmas. Como sabemos o valor real de uma mercadoria é o trabalho social necessário para produzi-lo. O valor de uma mesa, por exemplo, é o somatório do trabalho necessário no corte e limpeza da arvore, na transformação da tora em tábuas, no transporte das tábuas e no processo de fabricação do móvel na marcenaria. A quantidade de dinheiro equivalente ao valor pode ser assim distribuída: remuneração dos trabalhadores envolvidos em toda cadeia produtiva; lucro das empresas envolvidas, impostos pagos, transferência de lucro para o comerciante vender a mercadoria e... juros bancários. A indústria recorre freqüentemente a financiamento para adquirir máquinas, instalações e matéria prima.
Quem precisa de uma máquina não vai guardar dinheiro no colchão até conseguir o suficiente para adquiri-la, vai financiá-la. E quem tem dinheiro sobrando vai aplicá-lo nos bancos para render.
Tudo seria bem ajustado ao longo do tempo se não houvesse uma tendência de cada vez mais o capital produtivo não se tornasse dependente do capital financeiro, de modo que cada vez maior parcela dos lucros do capital produtivo vai sendo drenada para o capital financeiro. Como os bancos não produzem mercadorias, as fábricas se vêm obrigadas a remunerar cada vez menos seus empregados ou investir em tecnologia para substituí-los, causando desemprego.
Porém mesmo assim ocorrem períodos em que as empresas que produzem mercadorias, não conseguem vendê-las, obrigando-as a comercializar por preços bem abaixo de seu valor real, causando enorme prejuízo, levando à falência parte delas. Toda vez que isso ocorre o sistema capitalista passa por uma espécie de metamorfose, mudando alguns de seus paradigmas. Nas décadas de 70 e 80 a tática era transferir a crise para os países do terceiro mundo. Nos últimos tempos os governos têm sido obrigados a intervir, contraindo enormes empréstimos a juros exorbitantes. Em troca os bancos centrais vendem “bônus do tesouro” de seus países, empurrando a dívida com a barriga. Hoje em dia a maioria dos governos do primeiro mundo, inclusive dos EUA, possuem dívidas impagáveis. Isto obriga estes países a uma política de austeridade financeira, semelhante ao que se fazia no Brasil no final do século passado.
Não tenham dúvidas que estamos perto de um “golpe”, que reformará todo sistema capitalista. Que tipo de metamorfose os donos do mundo, ou seja, o sistema financeiro internacional está planejando para a economia global? Se não houver um coelho debaixo da cartola todo sistema entrará em colapso, aí tudo pode acontecer: desde o “fim do mundo” à criação de uma sociedade solidária.
Peço aos economistas que me perdoem as diversas falhas que minha postagem venha a cometer. Devo lembrar que não sou economista. Apenas tento entender o mundo!

domingo, 8 de janeiro de 2012

A POESIA NÃO PODE MORRER!

São milênios de poesia.
Mas o que é isto?
A poesia não pode morrer,
eu vos imploro!...
No primeiro encontro
com meu primeiro amor,
a amada apareceu desnuda
sem me negar beijos!
Beijos frígidos!
Foi sem deixar saudades...
E dentro de seu ventre
só restou esquecimentos...

ASSASSINATO


Aqui jaz o meu amor por ti!...

Apunhalado pelas rosas de seda de suas mãos,
À sombra do arco-íris,
Numa tempestade de orvalhos!
As estrelas indiferentes
Brilham no firmamento
Como se nada houvesse.
Pareciam teus olhos...
Meu coração lamuriento está de luto.
Pelas catacumbas silenciosas
De falecidos amores, busco teu coração!
Pois nosso amor,
Friamente assassinado,
Geme de angústias nos infernos!...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

INTELIGÊNCIA: JOVENS X IDOSOS


O censo comum vem dizendo há séculos que é na juventude ou na idade madura que se atinge toda a plenitude da vida: Mais força, mais dinamismo e, sobretudo mais inteligência e raciocínio. Aos Idosos cabiam a sabedoria e a experiência de vida, que com o desenvolvimento da humanidade, nem sempre era útil. Vou fazer sessenta anos no próximo dia primeiro: agora poderei tomar vacina contra gripe de graça porque me tornarei “um idoso”.
As pessoas de idade, já aposentadas, têm espalhado apresentações em pps., tentando demonstrar ser esta a “melhor idade”. Tudo isso é sofisma. Uma auto-afirmarão contra a vil realidade: estamos com o pé na cova!
Um casal de psicólogos, K. W. Schaie & S. Willys, da Universidade de Washington e Seattle, nos EUA, vem desenvolvendo pesquisa desde 1956 (ele atualmente está com 83 anos), quando eu tinha quatro anos. É a pesquisa mais longa sobre o assunto, em andamento. Os participantes têm de 20 até 90 anos, escolhidos aleatoriamente. A cada sete anos os voluntários são submetidos a um teste. Foram avaliados o vocabulário, a memória, a habilidade numérica, orientação espacial, velocidade de percepção (apertar um botão após ver uma seta no computador, por exemplo), etc. Os primeiros resultados foram apresentados recentemente. Uma grande surpresa: Em média “os participantes funcionaram melhor nos testes cognitivos após os 50 anos do que qualquer outra época em que foram avaliados em que foram avaliados.
O grande erro das pesquisas anteriores foi utilizar-se de asilos, onde grande parte estão aí internados justamente por apresentarem problemas mentais e cognitivos.
Conclusão: preliminarmente podemos dizer que as pessoas idosas em alguns aspectos pode se apresentar “mais inteligente” que as pessoas mais jovens.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

DISPONIBILIDADE DE ÁGUA X DESMATAMENTO



Que Deus seja louvado por ter criado a água!  Os cientistas têm encontrado vida nos lugares mais estranhos: onde não existe ar, onde falta luz, em lugares tão quentes a ponto de derreter o chumbo, nas profundezas das geleiras eternas, mas nunca onde a água está ausente.  É bom lembrar que em todos os desertos existe água no subsolo e há umidade no ar. E sempre cai uma chuvinha, por mais rara que seja.
Boa parte da água utilizada no Brasil, em seus diferentes usos, vem dos rios e dos córregos. Um córrego antes de chegar a um rio passa por diferentes propriedades, que usa sua água para beber, fazer comida, lavar, dar de beber ao gado e irrigar. O conjunto de propriedades banhadas por um mesmo córrego e seus afluentes é chamado de microbacia hidrográfica”.
Como já é sabido, atualmente, muitos córregos vem secando, pois as pessoas, seja por necessidade, ou por ambição, não têm cuidado muito bem da natureza.
Um fazendeiro rico desmata milhares de alqueires em sua fazenda, enche de pasto e solta o gado lá dentro. Pura ambição e egoísmo! Ele deveria saber que é a mata que segura a água da chuva para não escorrer ladeira abaixo, fazendo enxurrada, levando toda a terra preta, fértil, que vai entupir os rios, causando enchentes, destruindo cidades. Por outro lado, a água não penetra dentro da terra, não é armazenada no lençol d’água, diminuindo a vazão das cacimbas e das nascentes.
(Clique duas vezes em cima da figura)

A mata segura a água da chuva, que infiltra no solo, que aos poucos vai alimentando as nascentes, que vão formar os córregos.

 (Clique duas vezes em cima da figura)

A utilização do relevo também é algo a ser considerada na utilização da propriedade. Os pecuaristas costumam colocar seu gado para pastar nos lugares altos na época das chuvas (os meses de verão) e nas várzeas durante o período de seca (os meses de inverno). O excesso de gado, nas regiões altas, faz com que seja consumido mais pasto que o morro suporta, e, agravado pelo pisoteio constante, torna a vegetação rala, sujeita à erosão.
Por outro lado, as margens do córrego, para formação de pastagens, perdem a vegetação original (mata ciliar), fazendo com que toda a lama trazida pela chuva entupa o córrego, tornando-o cada vez mais sujeito a secar em certas épocas do ano, ou causar inundações quando chove demais.
Para evitar que falte água na propriedade constrói-se um tanque ou açude na maioria dos estabelecimentos, o que mostra a preocupação da comunidade em relação à importância da água. Porém a construção de muitas barragens poderá levar o córrego secar na parte de baixo, levando muitos produtores rurais a se conflitarem entre si (judicialmente ou pessoalmente).
No caso do fazendeiro rico, ele deve ser punido por crime ambiental”. 
Mas e o produtor familiar que tem pouca terra e não possui recursos para usar técnicas modernas? Às vezes sente a necessidade de desmatar boa parte da propriedade para plantar aquilo que se come e cuidar da criação para ter o leite para os filhos e netos! Ele pouco pode fazer sozinho, sem ajuda do governo. Se tiver que replantar a mata ciliar e nas nascentes, conforme a lei manda e, ainda, reflorestar as áreas de encosta, para evitar erosão, onde o produtor vai plantar sua lavoura? Onde seu gadinho vai pastar?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A PAZ ESTÁ VENCENDO!

Ainda ontem eu estava lendo sobre o trabalho de um psicólogo, que após uma minuciosa pesquisa, observou que o número de guerras assim como a violência do mundo vem decaindo desde o fim da idade média. Sendo que o atual período em que vivemos é o mais pacífico que se tem notícia na história. O Autor. Steven Pinker, atribui a queda da violência no mundo a dois motivos. O racionalismo da humanidade e o surgimento do estado. Atualmente o comercio exterior é mais importante para os países do que dominar territórios. Esta informação está em concordância com o que venho postando neste blog. O mundo não está bom, mas está cada vez melhor. A tendência é mesmo vivermos em um mundo cada vez menos violento, para desespero do “jornalismo catastrofista”.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A PROFECIA MAIA E A EUROPA

Os Maias profetizaram o fim do mundo para o dia 21 de dezembro de 2012, no solstício de inverno no Hemisfério Norte. Não é isto que me causa receios. É muito estranha a situação da Europa, que durante séculos mantiveram sua hegemonia no mundo. Não acredito que foram os dez anos de moeda única que a levou a esta situação de pré- insolvência. A Alemanha, quarta economia do mundo, usou de uma política de austeridade e perdeu menos, se distanciando das outras potências européias. Segundo Mário Soares, atualmente a Alemanha e a França são que ditam as regras na zona do Euro. A França não se deve manter por muito tempo. O alto nível de desemprego faz cair os salários. O alto índice de desemprego alimenta a xenofobia. O alto nível de desemprego faz aumentar a insatisfação popular contras seus governos e às classes políticas. Os governos se defendem afirmando que o Banco Europeu, influenciado por outras nações, está dificultando o progresso em seu país. O FMI entra na parada exigindo “medidas de austeridades.” Com gostinho de Brasil anos 80. Xenofobia, austeridade econômica, insatisfação popular, ufanismo. Eis os ingredientes para a retomada de uma velha e conhecida receita preparada em meados do século vinte: O fascismo. Como a economia, mais do que nunca, está globalizada, os banqueiros e empresários americanos observarão desabar boa parte de seu patrimônio na Europa, sem nada poder fazer. Os EUA não estão bem das pernas. A Forte crise também pode atingi-los.
Aqui temos um caldo de cultura no primeiro mundo: Situação de insolvência, fascismo em vários países, levante popular em outros, retorno ao sentimento ultranacionalista. Isto em um mundo repleto de ogivas nucleares.
Uma alternativa seria a saída, de um cemitério londrino, do espectro de um alemão, elevando sua vós para todo mundo ouvir: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”
Na realidade o dia 21 de dezembro de 2012 não vai acontecer nada de extraordinário. Será um dia como outro qualquer! Será?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A POLÍTICA É IMEDIATISTA MAS A CIÊNCIA NÃO PODE SER!

Garotinho, antes de ser governador, foi secretário de agricultura do Estado do Rio de Janeiro. Sabia ele que a maior vocação agrícola das Regiões Norte e Noroeste, em substituição à cultura do café (já extinta) e da cana-de-açúcar eram a fruticultura tropical. Por este motivo lançou o programa FRUTIFICAR. Primeiramente incentivou as culturas do abacaxi e do maracujá, por serem culturas de ciclo mais curto e os louros poderiam ser colhidos antes do término de seu governo. Aconteceu que os técnicos e pesquisadores da área agrícola do Estado advertiram que não existia, no Estado, tecnologia para produção intensiva (irrigada) para estas duas fruteiras. O motivo estava na presença de dois fungos aparentados que habitam livremente nos solos fluminense: Os Fusarium spp(s)! Os pesquisadores da PESAGRO-RIO e da UENF foram alijadas do processo. Técnicos da EMATER-RIO, a maioria dos quais não tinham experiência com estas fruteiras, foram treinados por especialistas de fora de nosso Estado.
Passado algum tempo, os produtores que haviam recebido um crédito de 2% ao ano, sem correção monetária, viram seus maracujazeiros carregadinhos de frutos, ainda verde! A felicidade se estampava em seus olhos. Alta produção e venda garantida: uma indústria de polpa compraria toda a produção. Dias depois, desesperados viram uma por uma de sua plantas murcharem, e levarem com els um promissora safra de frutos amarelos: A Fusariose e outros fungos de solo, aproveitando-se da alta umidade provocada pela irrigação apodrecera o colo das plantas (que é a região que liga o caule com a raiz). Se a PESAGRO-RIO tivesse dado o treinamento os extensionistas da EMATER-RIO e dado um pouco de assistência aos produtores, em parte este mal seria evitado: bastava plantar as mudas com dois centímetros acima do nível do solo, de modo que o colo da planta ficasse fora da terra, mantendo-se secos durante os intervalos entre as irrigações. Hoje temos um porta-enxerto para maracujá que garante 100% de resistência contra este fungo de solo. Mas todos têm medo de plantar maracujá!
Ao ser perguntado se havia tomado o suco de maracujá da Bela Joana, um produtor respondeu: “Mará não tomei, não! Mas no resto já!”

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PAIXÕES ANTIGAS

Hoje eu vou postar uma antiga poesia, publicada em 1996, no livreto “Meu país é meu exílio”, cujo autor é aquele que ora transcreve:

PAIXÕES ANTIGAS
Não me fale de amor!
Faz lembrar-me antigas paixões.
O mar... as ondas levaram meu coração!
As ondas vão e vem, tornam a partir!
Navegar, boiar, navegar...
Um ponto vermelho no universo azul.
Afoguei minhas tristezas
Neste mar de ilusões!
Meu olhar, melancólico, de repente,
Voou, qual pássaro fatigado,
Para morrer no horizonte.
Meu coração partiu...
Será que um dia há de voltar?
Caí em mim por um momento:
Caí das profundezas do infinito!
Adoeci de um amor apaixonado.
Sentei-me e chorei como criança,
Para não morrer de medo.
Medo de mim mesmo...

As areias da praia transformaram-se em deserto.
A lua agonizou-se, e enfim morreu.
E as estrelinhas, em luto,
Tingiram-se de negro.
Com esta escuridão,
Me senti tão só...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

BRASIL É A SEXTA ECONOMIA GLOBAL.

Durante a última campanha presidencial, há menos de dois anos, o Brasil era a oitava economia do mundo. A então candidata Dilma afirmou como compromisso de campanha, preparar o país para ser a quinta maior economia do mundo até 2020. A nova presidenta mal assumiu e o Brasil já havia ultrapassado a Itália se tornando a sétima. A novidade é que, segundo a própria imprensa inglesa “o Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, sigla em inglês).” O Brasil vem galgando estas posições menos por mérito de nossa economia, mas pela crise internacional que envolve os países desenvolvidos desde 2008. Pode ser “sorte de principiante” da presidenta, mas Lula e Dilma tiveram o mérito de preparar nossa economia de modo a sofrermos menos com as oscilações na economia global. Na realidade o nosso país é o quinto em extensão territorial e o quinto em população, para postular uma posição entre os países desenvolvidos o Brasil precisa figurar entre as cinco maiores economias do mundo. Agora nossa preocupação deve ser elevar nosso IDH, que ainda se encontra bem aquém do mínimo necessário para postularmos um lugar no primeiro mundo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

ARGENTINA E A LIBERDADE DE IMPRENSA

O jornal “O Globo” vem se solidarizando com o jornal portenho “El País.” Fala sobre um suposto atentado sobre a “liberdade de imprensa” na argentina. Apurei esta história e veja o que descobri:
Até bem pouco tempo (uns quinze anos ou menos) a fabricação de papel de jornal era feita por uma empresa estatal. Durante a onda de privatização a fabricação de papel de jornal passou para a iniciativa privada. Até aqui tudo correto! Mas o grupo que comprou a empresa era o mesmo que publicava o Jornal “El País.” Ou seja, um jornal detinha o monopólio sobre o papel, e todos os outros jornais dependiam deste papel. A presidenta da Argentina apenas sancionou uma lei, aprovada pelo congresso, regulamentando o seu comércio. Na realidade o que o governo argentino fez, foi garantir a liberdade de imprensa, garantindo o fornecimento de uma importante matéria prima para aqueles que discordam do jornal que detém o monopólio sobre o papel.
Será de “O Globo” está com medo da nossa presidenta entrar na onda e tirar algumas regalias deste gigante da comunicação brasileira?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MINHA MENSAGEM DE NATAL



Você pode admirar um bombeiro que entra em uma casa em chamas e salva uma criança. Você pode cultuar este bombeiro, se você foi esta criança, cuja vida foi salva. Mas se você não segue seu exemplo de nada terá valido para você.  E para o bombeiro qual a importância de você cultuá-lo. Fora a vaidade pessoal e um pouco de estímulo pelo reconhecimento. Nada.
Se você é cristão, tem todo direito de comemorar o dia do aniversário do Salvador. Mas se você não segue seus ensinamentos e nem ao menos saiba decorado o que foi proferido por Ele no “Sermão da Montanha”, afinal que cristão é você?
“Bem aventurado os mansos, porque eles herdarão o reino do céu!...”
“Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a ti mesmo!...
Um feliz natal para todos os que acompanham este blog é o que deseja este blogueiro, que tem a humildade de confessar que ainda não teve o privilégio e o merecimento de se tornar um cristão.