quarta-feira, 30 de abril de 2014

CONJUNTURA MUNDIAL: O BRASIL ESTÁ NA BERLINDA E A COISA ESTÁ MUITO SÉRIA!



              Depois da queda e desmembramento da União Soviética o mundo que era bipolar tornou-se hegemônico. O mundo passou a ser dominado por uma oligarquia financeira global, não posso dizer internacional, mas sim cosmopolita. Pois era liderado pelo capital norte-americano, porém, com vários centros de irradiações, o mundo tornou-se "globalizado" (nunca internacionalizado!). Esta oligarquia americana e européia com o Japão incluído concluíram que os estados (países) estavam bloqueando seus interesses, daí surgiu a idéia do neoliberalismo. A convivência entre os estados e a globalização até que era saudável, pois interagiam através de uma correlação dialética compatível com nível social e tecnológico atual. Porém o neoliberalismo mimava a pouca resistência que os países pobres exerciam sobre o poder de dominação das nações mais ricas.

            A única voz destoante ao neoliberalismo era a China, onde imperava um capitalismo monopolista de estado de cunho nacionalista. Este país, embora tenha se aberto aos investimentos estrangeiros, ainda preservou o socialismo como formação socioeconômica predominante. A china crescia anualmente próximo aos dois dígitos, e logo se tornou a segunda economia do mundo, porém estava muito longe de se contrapor a hegemonia norte-americana.

            Foi então que chegou 2008. Inicia-se a maior crise do sistema capitalista desde 1929. Chegamos a 2014 e a crise está por aí, causando suas feridas. Europa estagnada, com alto índice de desemprego, americanos vendo suas poupanças se diluindo, pessoas perdendo bens para os bancos. Aumento de doenças tropicais entre a população mais pobre.

            A China vê nesta crise uma oportunidade de aglutinar em torno de si países de desenvolvimento médio, com grande população com influência política e econômica sobre os países vizinhos, pouco desenvolvidos. Assim formou-se os BRICS. Para o Brasil ser importante nos BRICS é fundamental que o MERCOSUL e a UNASUL funcionem.

            Uma parte da oligarquia financeira internacional aposta nos BRICS, pois temendo que é cada vez mais plausível um total colapso financeiro mundial, sem volta, os BRICS poderiam significar uma sobrevida para o capitalismo mundial. Outra parte aplica seu capital onde é mais seguro e rentável. Portanto a formação dos BRICS não é uma ação que se limita a iniciativa de cinco países, é muito mais que isso!

            Entender o processo descrito acima é fundamental para qualquer um que queira se nortear sobre a política atual no Brasil. Fundamentalmente para aqueles que se julgam intelectuais e formadores de opinião.

            Os brasileiros devem escolher nas próximas eleições entre duas opções: a primeira é continuar sendo o cão de guarda da América Latina. Um país com nível médio de desenvolvimento, com influência regional, com grandes problemas sociais como alto índice GINI na distribuição de renda, com IDH alto, porém bem abaixo de muitos países da América Latina como Cuba e Uruguai. Problemas com educação, saúde, com desenvolvimento tecnológico altamente dependente. Vivendo da exportação de commodities, etc.

            A segunda opção é tornar-se uma potência regional, influenciando os países visinhos se impondo de forma menos agressiva que os EUA e Europa. Desta forma trazendo-os para nossa área de influência. Então é imperialismo? É!... Afinal vivemos em um mundo burguês, capitalista. Para alcançarmos esta posição precisamos de uma política externa e outra interna. Como política externa temos que fortalecer os BRICS, o MERCOSUL e a UNASUL, tentando atrair os países membros deste último para o MERCUSUL.

            Os países dos BRICS, se quiserem obter sucesso na empreitada de se tornar um contraponto para hegemonia Norte Americana, levando o mundo novamente a bipolarização (desta vez sem guerra fria! Espero!) deverão trabalhar de forma solidária, em regime de cooperação mútua. Portanto a China jamais vai querer dominar o Brasil, nem interferir na política interna. O mesmo deve fazer o Brasil com a Rússia. Porém jamais deve tomar partido contra a Rússia no caso com a Ucrânia, por exemplo, aceitando impor algum tipo de embargo. São países muito heterogêneos, eu concordo. Mas a necessidade faz o sapo pular. Mas o Brasil vai, forçosamente, ter que passar por algumas transformações. Melhorar a educação, erradicando inclusive o analfabetismo, assim como elevar o nível de escolaridade da população. Terá que formar um grande numero de técnicos e profissionais de nível superior, para que possa desenvolver tecnologia própria para os mais diversos setores do conhecimento humano. Haverá exigência quanto a melhoria da qualidade da saúde, tanto curativa, quanto preventiva. Para isto será necessário melhores habitações, saneamento básico e etc. Ou seja, se quisermos optar por um desenvolvimento independente aproveitando-se dos BRICS, teremos que aumentar nosso IDH. Um país grande como o nosso terá que investir muito em logística, portos eficientes, aeroportos modernos, mais estradas de rodagem e de ferro, ligando os pontos de produção aos locais de consumo. O consumo interno em todos os países dos BRICS provavelmente vai aumentar para compensar de forma estratégica o crescimento da produção, compensando eventuais crises nas exportações.

            Viver, politicamente, como vivemos hoje será, a médio prazo impossível. Portanto deverá haver uma profunda reforma política que levará a uma queda no nível de corrupção nos órgãos governamentais. Uma nova e moderna lei da mídia deverá ser aprovada, pois a atual é da década de sessenta. Não só a Argentina, nas países como a Inglaterra aprovaram recentemente uma nova lei, sob os berros dos grandes jornais e rede de TV.

 
            O leitor tem duas opções. A primeira é não permitir que os BRICS se organizem e permitir que continuemos sob hegemonia norte-americana. Apesar do nome "Partido da Social Democracia Brasileira", a vanguarda do neoliberalismo está no PSDB. Teremos a política do "estado mínimo", onde o Estado não deve se meter em assuntos econômicos. O Banco Central deve ser independente e gerido apenas por empresários. Qualquer tipo de empresa estatal deve ser privatizada, mesmo a Petrobrás. Não deverá haver nenhuma barreira alfandegária, como cobrança de altos impostos de importação para proteger a economia local, ou subsídios para exportação. Vamos voltar, em alguns aspectos, a época de Fernando Henrique. Pouco investimento em educação, saúde, ciência (importaremos tecnologia, pois é mais barato), moradia. Isto porque não é interessante qualquer tipo de proteção a economia de uma país ou sua população. Se é mais barato comprar no exterior, porque pagar mais caro desenvolvendo tecnologia? "Se pagarmos pouco pela não de obra podemos fabricar aqui! Se está cara, vamos fabricar lá fora!"

            Já a outra opção não é necessariamente sempre neoliberal, já que o objetivo é o desenvolvimento de países ditos emergentes, onde ainda é possível aumentar o consumo pela inclusão social. Isto causa a melhoria de vida da população, principalmente a mais pobre.

            Tudo começou quando Lula resolveu, depois de perder várias eleições, buscar apoio junto à burguesia nacional para se eleger em 2002. Estes empresários queriam investir no Brasil (sem prejuízo de suas aplicações e investimento no exterior, é claro) contrapondo a política neoliberal do FHC. Lula fez uma política de inclusão social e diversificou o mercado, de modo que hoje o nosso maior parceiro deixou de ser os EUA e passou a ser a China. A Rússia, que sofreu com a queda da URSS, também se apoiou na China, criando as bases para os BRICS, com a inclusão da Índia e da África do Sul. Para este processo o partido mais confiável é o PT, que como todo partido social democrata (o PSDB, apesar do nome, é liberal) é nacionalista e que defende os interesses da burguesia nacional. O PMDB não tem uma ideologia, portanto não pode estar na vanguarda do processo.

            O PSB que era um partido pequeno, que estava crescendo, tentou tomar um caminho independente pois se achava ofuscado pelo PT. Perdeu muitas lideranças favorável ao atual governo. Hoje é apenas uma opção para apoiar o PSDB no segundo turno.

           

sábado, 26 de abril de 2014

FALANDO DA LUA

Desde 1969 a Lua perdeu parte de seus encantos. Aliás, desde 1961. Quando Yuri Gagarin sobrevoou pela primeira vez no espaço. Antes a Lua era de todos nós. “Patrimônio da Humanidade”. A Lua era o umbigo da Terra. Um umbiguinho tão lindo como o umbiguinho das adolescentes. A Lua se mostra quando quer. Nos dias nublados ela não aparece, na lua-nova. Ela não aparece. Às vezes surge como minguante, outras vezes como crescente. Mas é quando ela está cheia é que mora toda magia! Toda mística envolvendo a Lua. A Lua não é morta e nem deserta, como dizem os cientistas. A lua é viva, pensa como nós e tem poderes sobrenaturais, como conhecem os sábios. A Lua de Armstrong não é a nossa Lua. É outra Lua, inventada pela NASA para ser mais um objeto de consumo, nesta sociedade de consumo. A nossa Lua é comunista! É uma só, mas pertence a cada um de nós. Cada cidadão da terra tem uma Lua. Uma lua só sua! De mais ninguém!...
Hoje, sete de fevereiro de 2012, às 21 horas, levante seus olhos para os céus do Rio de Janeiro e descobrirá o quanto são torpes as religiões Judaico-cristã, com seu monoteísmo do “Deus-dos-Exércitos”, e quanto é cego o materialismo racionalista comtemporâneo, que vem a lua como um pedaço de rocha, de grandes dimensões, flutuando no espaço. Observe se aquela figura brilhante e rotunda, não lhe confere, como por mágica, paz, felicidade, inspiração para viver. A Lua é sim. Como nos alertavam os povos antigos, uma deusa! Com todos os encantos, com toda a mística que requer uma deusa de verdade!

POLÍTICA DOS CONCHAVOS E DOS CACIQUES




            Diziam que a antiga União Soviética não era democrática por haver apenas um partido político, o PCUS. Na época na República Democrática Alemã, haviam três partidos e na Polônia e na Tchecoslováquia, se não me engano, cinco cada um. Nos EUA existem muitos partidos locais e regionais, mas nacional mesmo, apenas dois: Os Democratas, que é o partido das oligarquias financeiras e do capital produtivo, e os Republicanos, que representa as oligarquias financeiras e o capital produtivo. Não me enganei! Ambos representam os mesmos setores da sociedade americana. Caso raro é a do Brasil, onde não existem partidos políticos.

            Por aqui, em algum local geográfico se forma uma "panelinha", que a nível regional se junta a outras panelinhas para se formar uma "panela". O chefe da panela é o "cacique local", normalmente um deputado. As panelas vão se juntar a outras, até a nível estadual formar o "panelão", comandado por um cacique de terceira grandeza. Os panelões se juntam a nível federal e escolher uma "legenda" formando um conchavo, reunidos em torno do cacique de segunda grandeza (alternam entre o governo de um estado e o senado). Dentro de uma legenda como o PMDB, pode haver vários conchavos, isto vale para o PSDB e até certo ponto, também para o PT. Os conchavos reunidos dentro de uma legenda e somado com os conchavos de pequenas legendas, formam o "conchavão", liderado pelos caciques de primeira grandeza (senadores, governadores e presidente da república).

            As legendas não podem ser chamados de partidos políticos, pois a cada eleição as panelas e os conchavos se reorganizam entre as legendas.

            Com o aumento da importância do Brasil no cenário mundial, a nossa política não pode continuar assim, por isto alguns mecanismos de defesa das legendas vem sendo impostas primeiro pelo STF, como a fidelidade partidária, para depois o congresso regulamentar com muito mal humor. Para os deputados e senadores não há interesse de mudanças pois eles chegaram ao poder pela política dos conchavos e ninguém garante que com partidos políticos fortes eles seriam reeleitos.

            A solução é uma grande mobilização popular para exigir a instalação de uma constituinte para promover ampla reforma política e judiciárias (a reforma deve envolver os três poderes!) para fortalecer não só os partidos, mas para termos congresso capaz de fazer leis que facilitem a vida dos cidadãos, um executivo menos burocrático e uma justiça mais ágil e com menos impunidade.

terça-feira, 4 de março de 2014

BASE POLÍTICA PARA SE INICIAR DISCUSSÃO SOBRE SUCESSÃO PRESIDENCIAL.

Este e os próximos anos serão fundamentais para definir um novo rumo para a socioeconomia mundial. Sabemos que há uma grande crise mundial. Não é só uma crise econômica um pouco maior que as outras. É também uma crise estrutural. Precisamos de novos paradigmas e novas referências.


O Brasil tem duas opções, a primeira defendida pelas oligarquias que vem dominando este país e vive no eterno conformismo de se associarem às tradicionais potências do Norte na exploração do país. A segunda é aquela defendida por novas oligarquias que defendem que o Brasil deve tomar as rédeas do desenvolvimento do Brasil e do mundo. Ou seja, transformar o Brasil em um país importante mundialmente. Existe uma terceira opção, porém esta não deve ser liderada pelo nosso país, pois não temos “bala na agulha” para isso: Uma revolução socialista de porte mundial. Devemos apenas segui-la, caso ocorra.

A primeira opção dentro da política brasileira é defendida, politicamente, pelos adeptos do “neoliberalismo”, que entendem que apesar da crise, Europa e Estados Unidos têm muito a nos ensinar em termos de economia. Esta seria a posição ideológica do DEM. O PSDB agarrou esta bandeira oportunista desde o Governo José Sarney (ex-ARENA, hoje PMDB). Itamar Franco implantou a “Plano Real”, e deu continuidade às privatizações, prática mundial para a expansão mundial do novo liberalismo. O Estado não deveria mais intervir na economia. Cabia ao Estado apenas o poder de polícia, alguma função regulamentadora, etc. É bom lembrar que nas privatizações de Itamar o bem público era leiloado a um preço mais ou menos justo, enquanto durante o Governo FHC, as empresas estatais eram praticamente presenteadas, como no caso da Vale. Com o enfraquecimento do DEM, o PSDB representa a primeira opção.

A segunda opção é resultado de um acordo entre o PT e setores do empresariado brasileiro, que levou ao poder Lula e José Alencar, em 2002. Hoje com o apoio de partidos aliados e parte do PMDB. Este grupo político reivindica a nossa condição de membro permanente na ONU. Faz uma política externa independente com a valorização do Mercosul, Unasul e o fortalecimento da influência mundial dos BRICS. Mas para o Brasil surgir como uma nova potência mundial deve investir em logística e infraestrutura, além de mão de obra altamente qualificada. Portanto investir em educação é importantíssimo. A distribuição de renda é fundamental para fomentar o mercado interno.

Tenho lido muita abobrinha na internet sobre sucessão presidencial no Brasil. E muita chacota sobre Lula e Dilma. Estas pessoas ou nada entende de política ou está de ma fé, pois a primeira opção nada tem a oferecer ao Brasil.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

AO ESCOLHER SEU CANDIDATO CUIDADO COM A "CONVERSA DE POMBO"!





 CORRUPTO, NÃO CORRUPTO!... CORRUPTO, NÃO CORRUPTO!... Até parece conversa de pombos!!!



 
            Aqui temos a definição de Caldas Aulete de “diversionismo”: Manobra usada nos órgãos legislativos ou deliberativos, consistente em desviar a atenção de seus membros para assunto diverso daquele que se discute, a fim de impedir-lhe a aprovação. Por extensão, qualquer recurso usado para despistamento; cortina de fumaça.

            O problema da corrupção no Brasil está mais ligado menos à classe política e mais a frouxidão desvios de nossa constituição, que favorece a prática. Há também os corruptores, que são os grandes empresários nacionais e estrangeiros.

            Na realidade para as eleições legislativa e para os chefes executivos estaduais e federal, temas como corrupção deveria ficar para segundo plano. Temas como, ações que levam a melhora das condições de vida de cada cidadão brasileiro e de sua família é fundamental no debate: educação, saúde, moradia, mobilidade, etc.; embora sejam atribuições das administrações municipais, necessitam de apoio dos estados e federal para implementação. Políticas que propiciem maior desenvolvimento econômico, aumento da renda familiar, inclusão social, maior nível de emprego, etc. Incentivo a melhora da infraestrutura logística do país, com melhora e construção de estradas, portos e aeroportos. Assim como aumentar a produção e distribuição de energia e combustíveis. Promover reformas visando agilidade e transparência em todos os níveis e poderes do setor público. Isto sem esquecer a política externa e de segurança, visando colocar o Brasil em condições de ser uma das grandes nações do mundo.

            Os candidatos que estarão engajados com o povo e com o Brasil falarão dos grandes temas nacionais (mesmo que você discorde!), já aqueles candidatos que não estão comprometidos com o povo brasileiro e se liga a interesses dos poderosos, como não têm nada a oferecer, discursará ao povo de forma inflamada: CORRUPTO, NÃO CORRUPTO!... CORRUPTO, NÃO CORRUPTO!...

            Isto é conversa de pombos! Não vote nestes!...




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O BOLSA FAMÍLIA E OS CHACAIS.

Bolsa família é recursos pago às mães (geralmente são as mulheres que recebem) para a comida da família, tendo como contrapartida manter os filhos na escola. Mesmo se os pais não merecessem, os filhos (inocentes) não merecem pagar com a fome e com a ignorância. Desafio alguém me contestar!...

Como disse Leonel Brizola: "Nossa geração está perdida, temos que salvar nossas crianças!..." SÓ UM CEGO NÃO VÊ QUE O OBJETIVO DA BOLSA FAMÍLIA É SALVAR AS CRIANÇAS!...



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

OS GOLPISTAS ESTÃO DE VOLTA!


VEJAM A CONVOCAÇÃO: É DA MESMA ENTIDADE DA ELITE PAULISTA QUE "EXIGIU" A RENÚNCIA DE JOÃO GOULART EM 1964! 
Na época, segundo o IBOPE, a popularidade do presidente estava a quase 60%! Dias depois aconteceu o golpe. Não podemos deixar a história se repetir!...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O JULGAMENTO DO MENSALÃO PODE SER ANULADO!


Nas férias de Joaquim Barbosa, presidente do STF, seu substituto eventual, o vice Ricardo Lewandowki, assumiu o Supremo. Lewandowski também substitui Barbosa na AP-470 (chamado de mensalão). O inquérito policial que originou o mensalão foi o de número 2245. Barbosa determinou o desmembramento. Assim surgiu o IP-2474, que passou a correr em segredo de justiça. Os advogados de defesa dos réus da AP-470 (entre eles Dirceu, Genoíno, Delúbio e outros) que nos autos de referido inquérito em segredo continham provas da inocência de muitos de seus clientes. Barbosa sempre foi firme ao dizer que nada havia no IP-2474 que pudesse influenciar no julgamento da AP-470 (mensalão). Porém duas coisas têm que se levar em consideração. A primeira é que antes do desmembramento, a defesa dos réus e mesmo a imprensa, tiveram acesso a parte do conteúdo do inquérito secreto. Segundo é que Lewandowki possuía cópia do IP-2245, inclusive a parte que originou o IP-2474. Portanto boa parte de seu conteúdo já é de domínio público!
Li, neste momento, um artigo do Luis Naciff afirmando que Lewandowki vai abrir o IP-2474. Vai ser a corrida do ouro! Se realmente houver provas contundentes da inocência de réus condenados na AP-470, choverá, por parte dos advogados, pedido de anulação do julgamento do mensalão. Muitos irão se referir ao famoso (e delicioso) prato típico italiano. Estas pessoas desatentas, insuflada pela mídia golpista, irão protestar, vão querer “justiça”, justamente quando realmente se faz! (http://jornalggn.com.br/noticia/o-stf-vai-abrir-o-mais-bem-guardado-segredo-de-joaquim-barbosa)
Como já escrevi em várias postagens neste blog, tenho a convicção da inocência de Pizzolato, Dirceu, Genoino e Delúbio, entre outros, devido, justamente, a vazamentos pela imprensa de parte dos autos do IP-2474, quando era parte do IP-2245.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ADMINISTRAR NÃO É IGUAL A GOVERNAR

Quando eu era extensionista no Estado de Goiás, conheci um Engenheiro Agrônomo, gaúcho, casado com uma mulher linda, ciumenta e braba. Ele chegou em Goiás, arrendou uma terra, pediu um financiamento no Banco do Brasil, adquiriu trator implementos, calcariou a área, plantou arroz milho e soja. Comprou um terreno na cidade e construiu uma casa. Passado alguns anos a coisa começou a dar para trás. Ficou devendo o Banco do Brasil. Furtaram-lhe o seu trator, sua única garantia. Vendeu tudo e voltou para a terra natal. Sendo ele agrônomo como eu, gostava de ir ao meu escritório conversar assuntos de nossa profissão. Muitas vezes ele me ajudou a decifrar enigmas que a interação entre a lavoura e a natureza costuma nos colocar. Nunca duvidei de sua capacidade profissional. Ele era um bom agrônomo, mas como agricultor acabou falido. Por quê? Coisas da vida.
Se você pedir a qualquer profissional da área de humanas para nomear os dez maiores teóricos ligados ao estudo da sociedade brasileira, Fernando Henrique Cardoso será uma unanimidade. Quando se milita na área social não há muito por onde fugir, existem duas grandes tendências: ou se é socialista ou é liberal. Uma terceira tendência é abraçar o marxismo. A linha sociológica de FHC era nitidamente socialista. Como presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, surpreendeu a todos governando de forma assumidamente liberal. Daí sua famosa resposta a um jornalista: “Esqueçam o que eu escrevi!” Porque FHC tornou-se liberal? Coisas da política.
Recentemente recebi uma postagem no Facebook sobre a Presidenta Dilma Rousseff. Dizia que ela possuía uma pequena loja, que fechou por problemas financeiros. “Como alguém pode administrar um país se não conseguiu administrar uma simples loja?”
Alguém que no seu ramo tem a mesma titularidade que FHC confunde “administrar” com “governar”. Pensa que governar é para “empreendedores”, pois o país funciona como uma “grande empresa”. Isto é um preconceito contra os trabalhadores. “Trabalhador não sabe administrar, portanto não sabe governar!” É uma visão tão burguesa, que nem um burguês pensa assim!


Outra postagem mostra as “gafes” da Dilma em seus discursos. Como os presidentes costumam discursar muito, é relativamente freqüente as gafes. Uns mais outros menos. Mais isto não é uma questão de competência. Até hoje é lembrado o “Doila a quien doila”, de FHC na Argentina. Isto sem falar do “fi-lo porque qui-lo” do Jânio Quadros.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

BARBOSA APENAS CUMPRE ORDENS SUPERIORES. De quem?...

É compreensível que um cidadão comum fique perplexo e não acredite no que estava vendo, ouvindo, lendo. Mal sabemos nós que as leis do Olimpo é diferente das leis dos Homens. Barbosa sabe disto! Creio que não é preciso muita sabedoria e inteligência para perceber que para manter o Brasil atrasado e submisso é necessário que nossos dirigentes sejam atrelados aos interesses das oligarquias financeiras e monopolistas internacional. Que muitos dos nossos dirigentes são corruptos, todos nós sabemos, porém esquecemos de perguntar: Quem são os corruptores? Quem banca nossos políticos para serem tão negligente com a coisa pública? Não é preciso pensar muito: São os próprios elementos desta mesma oligarquia. A ira desdes verdadeiros "deuses gregos", no Brasil, recaiu sobre as forças progressistas que querem teimar e desobedecer suas ordens em nome de maior autonomia, combate à miséria, e no plano internacional, conversar com países iguais aos nossos (é proibido!!!), como Russia, China, Índia, e até países vizinhos, do nosso próprio continente. A ira dos deuses recaiu sobre Dirceu, Genoíno, Delúbio, Pizzolato (quem era este tal de Pizzolato, antes da AP-470?) e outros. Joaquim Barbosa está apenas cumprindo ordens, humildemente!... Mas ele é um homem mal, e deve ser condenado na consciência de cada um de nós. Barbosa sabe o que está fazendo! Por ironia do destino, ele, sim! Tem o domínio do fato. Na concepção do próprio Claus Roxin, criador da teoria. O proprio jurista alemão afirma que (a sua) teoria do Domínio do Fato, foi imputada erroneamente (segundo declarações do próprio autor, repito!) a Dirceu e outros. A verdadeira independência do nosso país passa por um combate efetivo aos verdadeiros corruptores. Quanto aos corruptos, depois a gente vê...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Histórias que me contaram: RESISTÊNCIA GOIANA AO GOLPE DE 1964.

Tudo começou com a Revolução de Trinta. Que na realidade foi um golpe sobre as oligarquias rurais mineira e paulista. No bolo, comendo pelas beiradas, estava a oligarquia rural goiana, representada pela família Caiado. Este nome não é estranho até hoje, quando se fala em oligarquia rural. Getúlio Vargas nomeou como interventor Pedro Ludovico. Com dificuldades de entrar na capital do Estado, a cidade de Goiás, Pedro Ludovico decidiu construir uma nova capital. Assim surgiu Goiânia.
Mas Goiás ficava muito longe dos grandes centros e suas terras pouco valia. Nas décadas de 1950 e início de 1960 havia muita terra devoluta ou abandonada pelos herdeiros (meus avós paternos possuíam uma fazenda na cidade de Anápolis, que no início da década de 1960, foi grilada de forma muito tosca. De forma que nem precisaria ir à justiça para reaver os bens, pois a falsidade da documentação era bem evidente! Meus pais e tios não reclamaram a fazenda. Mas isto já é outra história!). Com a construção de Brasília o valor da terra cresceu estupidamente e passou a interessar a muita gente grande. Começou uma grande movimentação de grilagem no Estado do Goiás. Porém já moravam ao longo dos córregos e rios, que banham este Estado, uma grande população do que chamamos hoje de produtores familiares. Eram os posseiros.
O interior do Estado de Goiás se tornou palco de uma guerra civil não declarada. O Partido Comunista Brasileiro (PCB) decidiu enviar um de seus quadros para assessorar e dar apoio aos posseiros. (A mesma pessoa que me contou esta história.) Principalmente aos que moravam às margens dos rios Trombas e Formoso. O líder dos posseiros, José Porfírio, chegou a ser eleito deputado estadual pelo PTB. Terminamos a descrição do quadro político na época citando a figura mais importante desta história: O Governador Mauro Borges (PSD/GO). Leonel Brizola, já Governador do Rio de Janeiro, veio a público para corrigir uma injustiça histórica. Em 1961, Brizola não foi o único governador a garantir a posse de João Goulart. Mauro Borges, não me pergunte por que, tinha alguma influência sobre os militares em sua terra natal: O então governador de Goiás, a exemplo de Brizola, conclamou os quartéis para garantir a posse de Jango (Campanha da Legalidade). Mauro Borges lutava pela reforma agrária e seu sonho era organizar fazendas coletivas, semelhante ao sistema de Kibutz israelense. O Governador tinha profunda simpatia pelas causas dos posseiros dos Rios Trombas e Formoso. José Porfírio, segundo quem me contou a história, tinha trânsito livre no gabinete do Governador.
Agora eu vou contar minha história, narrada por um exilado comunista, durante minha estadia de quase seis anos em Moscou. Esta camarada, que prefiro não citar o nome (porém é fácil obtê-lo), era primeiro secretário do PCB no Estado de Goiás. O que equivale hoje a ser presidente estadual de um partido político. Contou-me ele (Ufa! Finalmente!) que na noite de 31 de março de 1964 e 1° de abriu, Mauro Borges, organizou a defesa do Governo João Goulart no estado de Goiás. Entrou em contato com todos os quartéis localizado no Estado sob sua jurisdição e lançaram um plano estratégico de defesa: Literalmente cercar o Distrito Federal por terra. Todas as estradas que ligavam Goiás à Brasília, mesmo as de terra, seriam fechadas pelo exército leal ao presidente. Parece uma medida emergencial bastante lógica, visando impedir que forças golpistas chegassem ao Planalto até que as coisas se normalizassem. Mas a segunda medida me pareceu bombástica: cadastrar voluntários, em particular os posseiros dos Rios Trombas e Formoso, fornecer-lhes armas, destacar oficiais para treiná-los em guerra de guerrilha e outros procedimentos de guerra. Foram cadastrados mais de três mil voluntários!
Apesar de Brasília não ter importância econômica na época era interessante tê-la sob controle, por ser a capital política do país. O Governo e o Congresso poderia comandar a resistência aos golpistas até que os principais centros do país fossem dominados pelos insurgentes ou quando o quadro se revertesse a favor de Goulart. Na época a FAB estava mais bem estruturada ao longo do litoral. Pequenas aeronaves, com pouca autonomia, não poderiam pousar em solo goiano, defendida por tropas leais. As estradas estavam bem defendidas pelo exercito de Borges. Então para que guerrilheiros? Porque esta temeridade de colocar armas nas mãos do povo? Agora estamos entrando no terreno das especulações. Mauro Borges estaria organizando uma defesa de longo prazo, contra inimigos poderosíssimos? Então faz sentido as notícias recentes de que os Estados Unidos pensava em invadir o Brasil, o que poderia transformar nossa pátria em um imenso Vietnam.

O prestígio de Mauro Borges junto aos militares era tão grande que ele só renunciou ao cargo de Governador do Estado de Goiás apenas em 26 de novembro de 1964. Ele pode até ter sido forçado à renúncia, mas ele não foi destituído do cargo! Isto aconteceu depois de sete meses e meio após o golpe de estado. A despeito da Campanha pela Legalidade e a resistência ao golpe de 64, o ex-governador de Goiás foi cassado apenas em 1966. Dois anos depois da “Redentora”!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

AONDE ESTÃO OS CORRUPTORES?

NÃO EXISTE CORRUPTOS SEM CORRUPTORES, ASSIM COMO NÃO EXISTE ADÚLTERO SEM AMANTE! Os corruptos todos nós conhecemos: os políticos, a polícia, os fiscais, os agentes de justiça, funcionários públicos, etc., etc. e etc. Mas QUEM SÃO OS CORRUPTORES? São os empresários: as empreiteiras, as construtoras, as transportadoras, os agentes financiadores, etc. etc. e etc. Ou seja, a grande burguesia! Nos países mais desenvolvidos a corrupção também é grande, mas tem regra! Leis punem severamente os corruptores (mesmo no primeiro mundo raramente um corruptor é preso!). Para a grande burguesia transnacional é interessante que os corruptores hajam livremente no Brasil em busca de lesa-pátrias dispostos a vender o país Se o Brasil quer ser realmente um país de vanguarda no mundo devemos aprovar leis que inibam a ação ilegal do empresariado sobre os agentes do governo mediante propina. A primeira coisa deve ser uma reforma política, passando por uma reforma no judiciário.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Venho pesquisando muito a AP470 e cheguei ao um veredicto: PORQUE SE EU FOSSE JUIZ ABSOLVERIA DELUBIO, GENOINO E DIRCEU.


Algumas pessoas podem ficar céticas, e até mesmo me achar maluco ou fanático, por eu afirmar que José Dirceu e José Genoino são inocentes. Pelo menos do que foram acusados. Delubio e Pizzolato também são inocentes.
Para os que acreditam, Deus é o grande juiz. Como fomos feito “a sua imagem e semelhança”, temos a capacidade de julgar. Quase todas as pessoas têm acompanhado a AP 470, o mensalão, apenas pelos órgãos de mídia, que já trás tudo mastigado, com todas as análises e opiniões. Então as pessoas abriram mão da capacidade de julgar, confiando plenamente no Supremo Tribunal Federal de na própria mídia.
Basta perder um pouco de tempo e é possível ler a acusação apresentada contra os réus e as defesas dos advogados de Dirceu, Genoíno e Pizzolato. Por falar em Pizzolato, quem é este tal de Pizzolato? Será algum dirigente importante do PT? Que importância política teve este cidadão até se tornar “Diretor de Marketing do Banco do Brasil”? Nada de extraordinário. Pizzolato era funcionário de carreira do Banco do Brasil. Devido à sua filiação ao PT e sua própria capacidade para o cargo, foi nomeado Diretor de Marketing. O PT não tinha um grande número de pessoas qualificadas dentro do Banco do Brasil, portanto a maioria dos funcionários de médio escalão, nomeados por FHC foi mantido por Lula. Como Diretor de Marketing, Pizzolato, não tinha o poder de pagar por nenhuma publicidade, da mesma forma que eu não tenho como pagar pelas minhas pesquisas na PESAGRO-RIO (salvo quando eu recebo um suprimento específico, o que não foi o caso). Mas o diretor tem o direito de solicitar um pagamento, desde que avalizado por mais dois diretores. Foram solicitados quatro pagamentos da Visanet (e não do BB) à DNA. Em três destas solicitações Pizzolato assinou junto com mais dois diretores (todos nomeados por FHC). Porém em um deles foi assinado por três diretores no qual não se incluía Pizzolato (eu vi na internet estes pedidos assinados – e constam nos autos do processo!) Como foi escrito acima, quem fez o pagamento foi a VISANET e não o BANCO DO BRASIL! Sendo a Visanet uma empresa privada, então não houve desvio de dinheiro público. Realmente: A pedido do STF, foram feitas duas auditorias no Banco do Brasil. O TCU também auditou. E, pasmem vocês, não se constatou desvio de recursos público! E o dinheiro privado? Quem sabe os sócios da Visanet querem jogar dinheiro fora, para ajudar o Lula? A empresa DNA, quando solicitada pelo ministério público apresentou prestação de contas do dinheiro recebido pela Visanet (hoje Cielo): Tudo dentro da lei. A instituição que recebeu mais dinheiro  foi a Globo, o que me parece bastante razoável. Ironicamente uma parte dos recursos foi utilizada para financiar um Congresso de Magistrados (juízes), no qual o próprio Joaquim Barbosa participou. Tudo está nos autos, conforme pude constatar pela internet.
Então, concluirão vocês, para o Carlos David o Pizzolato é inocente. Não obrigatoriamente! Existe o lado que a mídia não conta. Acredito que omitiu-se o verdadeiro crime para não complicar e dar maior credibilidade a versão do desvio de recurso público. Nesta versão (que eu acho mais plausível) Delúbio, Genoíno e Roberto Jefferson realmente cometeram crime. Interessante é que Dirceu talvez nem estivesse envolvido. A história é a seguinte: depois de eleger Lula presidente, o PT ficou cheio de dívidas. Para piorar a situação outros partidos que apoiaram Lula presidente estavam na mesma situação. O PT tentou obter empréstimos em várias instituições financeiras, sem sucesso. Por falta de garantias. Por fim o Delubio conseguiu junto ao BMG (“alguém” se ofereceu como avalista, mas não quero entrar em detalhes para não me perder) um bom empréstimo. Pizzolato recebeu um pacote (de dinheiro) para entregar para um determinado político (Daí vem a culpabilidade do Pizzolato). Este, porém, tentou sair pela tangente com o provérbio: “Portador não merece castigo!” Eu o absolveria pelo princípio “in dúbio pro réu”). José Genoíno assinou alguns cheques, junto com Delúbio. Jefferson recebeu cheques assinado pelos dois. O PT pagou ao longo do tempo o dinheiro do empréstimo e apresentou recibos para os autos da AP 470.
Bom, mas cadê o crime? Será que está no PT dar dinheiro ao PTB e isto, logicamente se caracterizaria corrupção? Não faz muito sentido porque os dois partidos já estavam coligados e não seria estranho, neste caso, o PT pagando dívidas de campanha do PTB. In dúbio pro reu. O crime está no fato destes recursos não estarem contabilizados junto ao TSE. Portanto é caixa dois!!!  Mas caixa dois é um crime leve, em que os condenados podem pagar com serviços sociais. Por outro lado, no momento do julgamento, o crime já estava prescrito.
É bom lembrar que o termo Mensalão veio da denuncia de Roberto Jefferson de que o Governo pagava uma espécie de salário aos deputados para votar a favor do governo. Nas primeiras apurações da Polícia Federal e do Ministério Público isto foi descartado. Parece que o Jefferson queria mesmo era uma porção maior do dinheiro do empréstimo do PT (o caixa dois) e resolveu chantagear: inventou um factoide, achando que não daria em nada (em pizza, como se diz!). No final de contas, quando ele quis desmentir já era tarde demais. Ele acabou se dando mal, junto com a galera do PT.