sexta-feira, 20 de abril de 2012

REPSOL NÃO LIGA PARA A ESTATIZAÇÃO DA YPF


Segundo O Globo (20/04), Antônio Brufau, presidente da Repsol afirmou que a expropriação da YPF não causará prejuízo à sua Empresa.
            Diante desta declaração, a idéia que me vem, é a suspeita de que a Repsol durante o período que esteve comandando a petroleira argentina, apenas se preocupou com a prospecção de petróleo sem se importar com a pesquisa para descobrimento de novos campos. A Argentina que era auto-suficiente em petróleo e chegava e exportar seu excedente, hoje se tornou importadora. Sabe-se que existem grandes campos petrolíferos no país, porém em região de difícil prospecção, ficando dependente de pesquisas e inovações tecnológicas, o que demandaria grande quantidade de recursos.
            Na realidade a Repsol comprou a YPF do povo argentino, sugou todo o petróleo argentino e agora vende de volta para os antigos donos um monte de buracos vazios. Já as bravatas do governo espanhol são apenas para desviar a atenção de seu povo para esquecer, por um momento, a dimensão da crise e o desemprego que assolam seu país.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ABORTO: MINHA OPINIÃO.

            Meu filho de dezenove anos me perguntou se eu conhecia alguém que havia feito aborto. Eu disse que sim. Que eram pessoas bem mais próximas do que ele pensava. Ele não me perguntou mais nada. Conheço, sim. Não só pessoas sem religião, mas católicas praticantes, que até hoje carrega dentro de si a culpa pelo infanticídio. Na verdade as mulheres tem dentro de si o instinto da maternidade e recorrem ao aborto em momento de muito desespero. A própria sociedade lhes impõe que aquele não é o momento de ter filhos e as pune severamente. Fazer ou não fazer, eis a questão!
            De forma absoluta, o conceito de certo ou errado só existe em dois casos: amor à natureza (ou a Deus, que a teria criado) e o amor fraterno entre todos os seres humanos. Nos demais casos este conceito depende da conveniência da sociedade como um todo (muitas vezes impostos pelas classes dominantes).
            Em quase todos os países desenvolvido o aborto é permitido, a despeito de que em alguns destes países a população estar diminuindo. Isto porque o direito sobre seu próprio corpo aumenta o grau de liberdade da mulher e a possibilidade de competir com os homens nos mais variados setores da sociedade.
            Por algum motivo a vida de uma pessoa é contada a partir do dia do nascimento e não da concepção. Filosoficamente o corpo da criança antes de nascer pertence ao corpo da mão. Se pensarmos diferente se teria que classificá-lo como parasita, pois é um ser que “suga” o corpo da mulher. Ambas as afirmações levam a sofismar a favor do aborto.
            Na prática o aborto foi e está sendo praticado por milhões de mulheres no Brasil, por todas as classes sociais. As mulheres mais pobres recorrem as “fazedoras de anjos”, que muitas vezes resultam na esterilidade e até na morte de milhares de mulheres. Quase todas recorrem ao SUS devido a infecções uterinas.
            Acredito que levando em consideração que o Estado é laico, a questão do aborto pode sim, ser reconsiderada pelo congresso. Só recorre ao aborto quem quiser e tiver a consciência limpa.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

PORQUE NO TE CALLAS


            No meio da maior crise da história da Espanha, seu rei viaja para um país africano. Botsuana. Não foi uma visita oficial. Foi uma viagem de laser. Talvez para esquecer que milhões de cidadão espanhóis estão desempregados, muitos com dificuldades para trazer comida para seus filhos. É que Botsuana é um dos poucos países do mundo onde a caça de animais selvagens é totalmente permitida. O Rei Juan Carlos viajou à África para um safári. Seu objetivo era caçar elefante.

            Porém o Rei de setenta e quatro anos se acidentou e quebrou os ossos da bacia. De volta à Espanha, foi internado, fez uma cirurgia para colocar uma prótese, e passa bem. O presidente do país africano ficou espantado quando soube do acidente, pois não sabia que tão ilustre pessoa passeava em seu território.

            Uma parte substancial dos súditos ao invés de se solidarizar com o monarca, tem o criticado por ter gasto dezenas de milhares de Euros do tesouro de seu país, em crise financeira, em algo ecologicamente incorreto como matar elefantes.

            Pode deixar que logo depois que o Rei Juan Carlos sair do hospital, de forma cortez, como manda a etiqueta própria de monarca de sua estirpe, falará ao povo:

            “- Porque no te callas!”

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ANENCÉFALIA E O STF

          Assisti na TV Justiça parte da apreciação dos juízes do STF sobre a questão do aborto de fetos anencéfalos. Embora eu seja favorável a este procedimento, não pude deixar de apreciar a declaração de voto do Ministro Cezar Peluso, presidente da casa, contrário ao aborto. Mesmo sem citar os artigos da Constituição federal, em que o aborto é permitido em caso de estupro e quando põe em risco a vida de terceiros (da mãe), ele demonstra que anencefalia não sem enquadra em nenhum destes casos. Explicou que anecefalia não significa ausência total do encéfalo (neste caso o feto nem sobreviveria e o aborto seria espontâneo), e que está vivo. Ponderou que se ele estivesse morto, em algum momento ele esteve vivo, pois ninguém morre sem antes viver. Quando ele morreu? Peluso lembrou que o conceito de “morte cerebral” é apenas uma questão técnica, com o objetivo de salvar outras vidas humanas, através de transplante. Ele admitiu que este aborto aliviará o sofrimento de pessoas, mas lembrou que a eutanásia, também alivia o sofrimento de pessoas, mas é considerado crime.
            Devemos admitir, que embora justa, a decisão foi inconstitucional. Isto porque o congresso ainda não teve coragem de legislar sobre o caso.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

DOENÇAS FUNGICAS E A FOME NO MUNDO.

            Em ‘O Globo’ de hoje, na coluna de ciências, aparece uma informação interessante: Segundo o jornal, o prejuízo ocasionado por fungos só nas lavouras de arroz, trigo e milho, chega a sessenta bilhões de dólares, o que daria para alimentar seiscentos milhões de pessoas.
            Apesar dos números serem impressionantes, é apenas uma informação. Todo ser vivo está sujeito a doenças e com as plantas não seria diferente. A monocultura favorece a disseminação das doenças. É como passageiros viajando apertados em um trem. Em grandes extensões não é possível plantar em sistema de consórcio (no mesmo local plantar uma linha de milho, outra de feijão, outra de abóbora, etc., pois isto dificulta a mecanização. O que se faz é rotação de cultivo: No mesmo local, colhe-se uma safra de milho, depois planta-se feijão e em seguida abóbora. Podem-se utilizar variedades resistentes às principais doenças, porém, não à todas. A aplicação de fungicidas tem que ser feita com cuidado para não prejudicar as pessoas e o meio ambiente, também favorece o surgimento de novas cepas (“variedades”) de fungos resistentes ao fungicida utilizado. É claro que muita coisa pode ser feita para diminuir drasticamente a incidência de doenças fungicidas, mesmo por que, segundo o artigo, os maiores percentuais de perda estão nas regiões carentes do mundo.
            Existem muitos fatores que influem na produtividade dos grãos. Alguns são agronômicos (dentro da porteira): além das doenças, pragas, competição com plantas invasoras (daninhas), disponibilidade de água, fertilidade de solo, temperatura, irradiação solar, etc. Uma fatia da safra é perdida durante a colheita (principalmente mecanizada!). Existem as perdas fora da porteira, como durante o transporte, armazenamento, beneficiamento, embalagem e na comercialização. Uma quantidade muito maior de alimento do que se imagina é perdido durante toda cadeia produtiva. Cabe desenvolver e aplicar métodos mais eficiente em cada setor para minimizar cada vez mais as perdas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

USO DE ARMAS

            Há alguns anos atrás perdemos uma grande oportunidade de diminuir significativamente a violência em nosso país: o plebiscito sobre o desarmamento foi derrotado. A princípio parecia que a população estava a favor do desarmamento, porém aos poucos o quadro foi mudando, de modo que a proposta não foi aprovada. Embora muita gente negue, mas sabemos que houve a influência das indústrias armamentistas na opinião pública.
            Ter uma arma em casa ou no carro para se defender de bandido, carece totalmente de sentido. Nunca se sabe quando um mau elemento vai agir, portanto ele sempre tem a seu favor o elemento surpresa. O proprietário da arma tem que fazer curso de tiro e treinar sempre, pois armas de pequeno porte, como revolver e pistola, não são boas para mirar um alvo, portanto só se torna um bom atirador se treinar muito.
            Se o uso de armas fosse vedado à população civil, oficialmente só as forças armadas, polícias e empresas ligadas à segurança poderiam ser proprietária de armas, e somente quem trabalha nestas instituições poderia ter porte de armas. Salvo em alguns casos raros, previsto em lei. Desta forma fica muito fácil saber se uma arma é legal ou não, pelo seu número de série. Se o indivíduo que está usando, tem permissão para usá-la. Uma página na internet pode determinar a origem da arma, a que instituição pertence e quem detém a guarda. Pode, inclusive, informar se ela foi roubada.
            Pensando bem, quem usa arma está pelo menos pressupondo que tenha coragem de assassinar alguém!

terça-feira, 10 de abril de 2012

A MARGARIDA NÃO É UMA FLOR



A margarida não é uma flor como todos pensam. São miríades de flores reunidas em uma só. Esta reunião de pequenas flores reunidas em uma só é denominada “capítulo”, Em um capítulo existe flores brancas, com apenas uma pétala grande, envolvendo um grande número de pequenas flores amarelas, que se espremem no centro. As flores brancas são estéreis. Servem como sinalizadores para atrair insetos para polinizar as florezinhas amarelas, como uma graciosa borboleta azul. A margarida, assim como o girassol e a dália, pertence à família das Asteráceas, pois todas lembram pequenos sóis ou minúsculas estrelas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

COMPLEXIDADE DA VIDA


            O mundo é muito complicado: a natureza é muito complexa, as relações humanas chegam ao limite do imponderável. Entre o bem é o mal, ou seja, entre o Deus e diabo parece existir uma linha reta. A primeira vista é unidimensional. Porém na realidade a complexidade da vida por ser multifatorial, transforma o mundo em um universo de infinitas dimensões.

ISIS A NOVA DEUSA DA FAMÍLIA


Finalmente nasceu minha primeira netinha: Isis. Pelo que eu vejo deve ser uma menina muito teimosa e determinada, pois durante boa parte da gravidez minha nora teve que fazer repouso para não nascer fora de hora, quando era pra nascer, esperou até o último dia! Isis também é a primeira bisneta do meu pai e minha mãe. Fico devendo uma foto.

RECESSO DE SEMANA SANTA


            Nesta Semana Santa não foi passível postar, pois muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Fui conhecer a casa de minha sobrinha Marcelle, em Rio das ostras, na sexta-feira. Recebi a visita de meu pai (86) e minha mãe (79) e meu irmão mais novo. Nasceu minha primeira netinha, a Isis, uma menina bonitinha. Minha gata pariu sete gatinhos (o primeiro na minha cama, sujando lençol). Meu cunhado sofreu um acidente de moto, sem gravidade. Meu pai adoeceu e no domingo, pela manhã, foi levado para o Rio de Janeiro. Há suspeita de dengue.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

RECICLAGEM É COISA ANTIGA


            Quando eu era criança, quando precisávamos de algum dinheiro procurávamos em um terreno baldio um pedaço de ferro, latão ou alumínio, levávamos a um "ferro-velho" e recebíamos um ou dois cruzeiro. Os jornais velhos eram vendidos nas mercearias para embrulhar as mercadorias. Um aparelho eletrônico ou eletrodoméstico era mandão para manutenção toda vez que pifava, pois a assistência técnica era barata. Quando estudei eletrônica na Escola Técnica entendi por que: se comprássemos todos os componentes de um rádio ou televisão e montássemos em casa, sairia pela metade do preço. Quer dizer, um eletrodoméstico durava muito mais tempo. O mesmo acontecia com os automóveis. Também na Escola Técnica, meu professor de Inglês, disse ter morado nos Estados Unidos, e que lá ninguém mandava consertar eletrodoméstico, e que carros, ainda em condições de funcionar, eram mandados para cemitérios de automóveis. O consumismo já era incentivado lá no Norte.
            Hoje a salvação do mundo e a sobrevida do próprio sistema burguês estão na reciclagem. Porém a reciclagem é apenas uma face da moeda é preciso conter o consumismo exacerbado. Isto o sistema capitalista não suporta.

terça-feira, 3 de abril de 2012

AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS.


Quando escrevo sobre autodeterminação dos povos, não estou falando apenas de um princípio do direito internacional, estou falando da estabilidade política de um povo.
A idéia de libertar os povos oprimidos através de uma intervenção militar externa é pregada, hoje em dia, tanto pelos neoliberais, que pretendem libertar o país de déspotas, que colocam ideais religiosos acima da “liberdade de consumo”, assim como por neotrotskistas, que pregam a revolução permanente, onde um povo livre da exploração burguesa, vai ajudar o proletariado de outros países a se libertar, enviando parte de seu efetivo militar.
A revolução russa nunca foi bem resolvida internamente. Em 1922 o Partido Social Democrata Operário Russo, determinou que a Rússia, assim como suas colônias se tornaria um imenso país denominado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, e mudou seu próprio nome para Partido Comunista da União Soviética. No borbulhar dos acontecimentos históricos, e guerra civil, não foi dada ao povo destas colônias o direito de escolha, se queria a independência ou não. Se queria construir uma sociedade socialista ou burguesa. É bom lembrar que toda colônia é explorada pela Matriz, e no império Russo do século XIX, não era diferente. Provavelmente em todas estas colônias existiam movimentos que aspiravam a libertação nacional. Mesmo que velada.
Durante a segunda guerra mundial o Exército Vermelho libertou diversos países do Leste Europeu do jugo nazista. Evidentemente que as forças locais que retomaram o poder nestes países eram simpáticas ao regime socialista soviético. Desta forma, por influência soviética, estes países se tornaram socialistas.
Atualmente, após a falência da ex União Soviética, nenhuma das ex-colônias russas decidiu-se deliberadamente pelo socialismo. O mesmo se sucedeu com os países do Leste Europeu.
Por outro lado na China a influência do exercito vermelho na libertação da Manchúria não foi fundamental para a revolução chinesa e nem para a instauração do regime de Mao Tse Tung, que em muitos aspectos se divergia do regime soviético. As Instaurações dos regimes socialistas na Coréia do Norte, Vietnam, Laos e Cuba, foram realizadas segundo desejo popular. As intervenções militares de países estrangeiros em todos estes países foram repelidas. Hoje em dia estes países mantêm seus regimes socialistas.
A conclusão que eu chego é que cada povo tem condições de decidir como quer ser governado. Qualquer intervenção militar estrangeira é vista pelo povo como mera invasão, nunca como uma ajuda. Isto demonstra que a autodeterminação dos povos é princípio fundamental dos direitos humanos.
Eu sou um profissional da área técnica. Peço humildemente, que professores da área de humanas, que certamente lerão este blog, façam uma breve crítica a esta minha observação da realidade histórica e social.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

REBELDES RECEBEM SOLDO DE ESTRANGEIROS?

Quero expressar minha indignação pelo que acabo de ler em “o Globo”: “Rebeldes sírios receberão salário de países do Golfo e equipamento de comunicação dos EUA”
Mais uma vez um dos princípios básico da ONU está sento infringido. O da “autodeterminação dos povos”. As experiências recentes como a invasão ao Iraque e a intervenção na Líbia só serviu para levar mais desgraças a estes já sofridos povos. Ambos vivem, por mais que tentem negar, em estado de guerra civil. Supondo que, como alega a mídia, que Sadan e Kadaffi eram déspotas de seu povo, um tirano cruel. A auto determinação dos povos, de acordo com o direito internacional, deve ser seguido. A experiência mostra que quando o próprio povo, sem auxílio externo (presença física de agentes estrangeiros), impõe sua vontade e derruba um governo autoritário, logo se instaura um regime democrático. Temos como exemplo a queda dês ditaduras no América Latina. Vale lembrar, que em outros países, a exceção do Brasil, os opressores do povo foram julgados e punidos. Em Portugal e na Espanha, o salazarismo e o franquismo, foram, naturalmente, substituídos por governos democráticos sem ajuda externa. E assim por diante.
Para que uma ditadura seja substituída por um governo democrático são necessários dois requisitos, um de cunho objetivo, ou seja, que não dependa da vontade do povo. Neste caso são problemas de ordem econômica enfrentada pela ditadura. Manter um aparato repressivo é muito caro: é necessário um exército e uma polícia com grande contingente, com altos salários, e bem aparelhada. Em época das vacas magras, o efetivo militar passa a ser mal remunerado, e perdem algumas mordomias. Isto causa revolta nas bases militares (suboficiais e soldados). A outra condição é de ordem subjetiva: é o povo não querer mais ser oprimido! Geralmente é neste momento que aparecem as lideranças que apresentam propostas para a instalação de um regime democrático.
Como é possível observar o processo de instauração de uma democracia é como uma fruta, que tem que crescer e amadurecer. Fazer madurar á força só leva ao apodrecimento e a novos regimes ditatoriais.

domingo, 1 de abril de 2012

JOÃO MASSENA: O PAI E O FILHO


                 Hoje me lembrei do João Massena, o pai. Deputado estadual pelo Rio de Janeiro, foi cassado pelos militares em sessenta e quatro. Mesmo durante a ditadura, vez ou outra vinha a minha casa. Era uma pessoa muito bem humorada que narrava as barbaridades da ditadura militar de forma tão jocosa, que morríamos de rir. Em setenta e quatro ele desapareceu. Como tantos ativistas políticos, ele enfrentou as torturas do DOI-CODI até não resistir. Sumiram com o seu corpo, como fizeram com tantas outras pessoas. João Massena é, até hoje, um dos desaparecidos.
                Em Moscou, fui colega de universidade de João Massena filho. Bem humorado como o pai, sempre solícito, disposto a colaborar com todos e com tudo. Desses que não jogam bola-de-gude, só para não fechar a mão.
                Conta o folclore que uma vez perguntaram para o Massena, “se prendesse um dos torturadores de seu pai e amarrasse em um poste, e lhe falasse: Faça o que quiser com ele. O que você faria?”
                Massena olhou para os olhos do interlocutor e falou pausadamente: “Mandaria soltá-lo. Não teria coragem de fazer nada contra ele!”
                Brasileiro só é revanchista quanto perde para a Seleção Argentina. Depois de quarenta anos acho que não tem mais sentido em apurar os subterrâneos da ditadura militar, a não ser para uma melhor compreensão histórica daquele período.

A GRANDE MENTIRA


                Uma mentira pode ser algo inocente e até uma forma de mostrar bom humor. Mas geralmente não é algo bem aceito pela sociedade. Quando bem feita pode trazer vantagem para o mentiroso, porém quando descoberta pode levá-lo ao descrédito total e muitas vezes ao ostracismo. Todos mentem! Atire a primeira pedra quem nunca mentiu!
          O grande dia da mentira ocorreu em primeiro de abril de mil novecentos e sessenta e quatro: para evitar que o “presidente João Goulart, juntamente com os comunistas, desse um golpe e transformasse o país em uma ditadura stalinista, onde ninguém pudesse falar contra o regime, ou seria preso, nem fazer forte oposição, pois poderiam ser assassinados”, os militares tomaram o poder e implantaram um regime em que ninguém poderia falar contra, ou seria preso, nem fazer oposição, pois corria o risco de ser assassinado!