sábado, 17 de março de 2012

O VALOR DA TERRA


                Mais uma vez vou deixar de divagar e assumir o papel de agrônomo. Mais especificamente vou escrever sobre economia agrícola e direito da terra. (Como se vê, um agrônomo se mete em todas as áreas do conhecimento!) 
          O principal meio de produção do agricultor é a terra. Todos os produtores rurais usam a terra como meio de produção, seja ela própria, arrendada, grilada, roubada, mas é fundamental o uso da terra para atividades agropecuária. Mas qual o valor da terra? No Brasil o valor da terra é complexo.
                O valor de uma mercadoria é o somatório de todas as forças de trabalho utilizadas para a produção de um determinado bem. Para saber o valor de uma cama precisamos calcular o trabalho utilizado na madeireira, na serraria para cortar as tábuas, na marcenaria para construir a cama, na loja de móveis para comercializar, tudo isto somado ao trabalho dos fretes usado no transporte entre cada uma destas etapas. Este é o valor da cama. O preço depende da relação entre a oferta e da procura.
                Mas como preço e valor se relacionam? Quando existem muitas camas no mercado, seu preço cai abaixo de seu valor, causando desestímulo à sua produção. A oferta de mesas então diminui. No caso de haver poucas mesas à venda, seu preço se torna elevado, estimulando sua produção. Desta forma valor e preço de mercado tende a um equilíbrio.
                No caso da terra o seu valor é o somatório das diversas benfeitorias na propriedade, na qual se utiliza mão de obra: Construção da sede, galpões, currais, pontes, açudes ou barragens, desmatamento, correção de solo, plantio de pastagens e fruteiras perenes, etc. Mas existem outros fatores que vão formar o valor da terra: proximidade de centros urbanos consumidores, proximidade de uma estrada para escoar a produção, rede elétrica próxima e outros. Estes elementos não foram oriundos de investimento do produtor, e sim da sociedade como um todo. A grosso modo o valor da terra possui dois componentes: uma parte do valor vem da ação do produtor sobre a propriedade e outra a valorização por parte da sociedade. Existe um terceiro componente, que é formado pela fertilidade do solo, presença de mananciais, topografia, vegetação, etc. Estes fatores não  tem valor econômico, apenas “valor de uso”, já que não houve trabalho humano na sua formação. Porém estas características fazem parte do patrimônio nacional e deve ser bem administrado pelo produtor.
Desta forma se justifica confiscar terras improdutivas ou com mal manejadas do ponto de vista ambiental para fins de reforma agrária. Se o produtor não investe na propriedade, ou não preserva o meio ambiente, então ou o seu valor é oriundo apenas do trabalho da sociedade brasileira como um todo ou se está destruindo um patrimônio nacional. Justifica-se, então, a perda da posse da terra pelo produtor.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O RETORNO DOS MAMUTES


No filme “Era do gelo 2”, o mamute entrou em depressão pois acreditava que sua espécie estava em extinção e o ultimo remanescente era ele. O tigre de dente de sabre e a preguiça tentavam consolá-lo. No final, depois que ele encontrou uma namorada, passou uma manada de mamutes.
Hoje sabemos que tanto os mamutes, quanto os tigres de dente de sabre não existem mais. Tão pouco as preguiças terrestres.
Idéias de trazer à vida animais extintos não fazem parte apenas da ficção. Muitos cientistas estão trabalhando neste sentido. Pensou-se em trazer de volta o lobo da Tasmânia, extinto no início do século XX. Existem vários destes animais conservados em formol e em álcool. Porém em todos os casos o material genético encontra-se muito danificado. Ainda não existe tecnologia para recuperá-lo.
Porém mamutes, tem-se encontrado, em bom estado de conservação nos gelos da Sibéria. Seus DNA estão intactos. E existem em quantidade suficiente para formar uma pequena população. Mas agora se esbarra em outro problema. Uma elefanta seria capaz de gerar um bebê mamute. Será que o citoplasma dos elefantes é compatível com a porção nuclear dos mamutes, para que se possa introduzir nos óvulos destes animais um núcleo de uma célula somática de mamute? E se ao invés de trocar o núcleo do óvulo da elefanta, se introduzisse os cromossomos do mamute e se deixasse intacto os genes do elefante? Teríamos um híbrido que se denomina “alopoliplóide”.
A notícia de hoje, em “O Globo”, diz que o polêmico geneticista Coreano Hwang Woo-suk pretende fazer uma clonagem de mamute com auxilio de uma elefanta até 2015.
Alguns cientistas acreditam que não tem sentido trazer de volta animais extintos. Tais animais não teriam mais condições de repovoar o seu antigo habitat, devido à falta de variabilidade genética. A não ser se fizermos cem ou duzentos clones de animais diferentes oriundos de lugares diferentes onde outrora habitava. Se não houver variabilidade genética, haverá cruzamento entre indivíduos aparentados (endogamia) que ao longo das gerações provocará “depressão endogâmica”, ou seja, aparecerão diversas doenças genéticas. Outro motivo que dificulta a reintrodução é ele ter sido extinto naturalmente por falta de adaptações às condições ambientais de cinco mil anos atrás. Aliado a falta de variabilidade genética já poderíamos dizer que esta espécie não teria condições de se adaptar ao ambiente atual, que seria hostil a todos os indivíduos. Se conseguirmos uma alta variabilidade, pode ser que um ou outro animal possa vir a se adaptar, apesar de pouco provável.

quinta-feira, 15 de março de 2012

LUIZ CARLOS PRESTES

A recente visita da Sra. Maria Ribeiro Prestes, companheira de mais de quarenta anos do Cavaleiro da Esperança, juntamente com alguns de seus filhos, ao gabinete da presidenta Dilma, mostra que a memória de Luiz Carlos Prestes ainda está muito viva entre aqueles brasileiros que sonham em um mundo mais igualitário, mais justo e mais próspero.
            Lembrei-me de minha infância. Lembrei-me que nesta época o super-herói preferido dos meus amigos era o Jerônimo “o herói do sertão”. Naquela época já havia super-heróis! Eu era diferente, quando eu ouvia aquele senhor de sessenta anos falar, eu ficava hipnotizado! Contavam-me histórias da “coluna”. Isto me arremetia aos tempos heróicos da Grécia (pobre Grécia, sem o Dracma, perdeu sua força!), lembrava-me de Hércules (que não era o Correia, era o grego mesmo!) e seus trabalhos impossíveis de realizar. Lembro-me das histórias que me contavam sobre o movimento de trinta e cinco. Também me contavam sobre os anos de prisão e o movimento internacional pela sua libertação. Recordo com se fosse hoje, em Niterói. Eu, cara a cara com o Velho, no quadragésimo aniversário de PCB. Minha boca estava aberta e meus olhos arregalados, enquanto o povo gritava: “nós queremos, legalidade!”
            Uma vez, em moscou, fui visitar meus amigos, Carlinhos, João, Rosa, Ermelinda, que a gente chamava de Melinda. A Maria Prestes sempre recebia bem os brasileiros que estudavam na Patrice Lumumba, com um cafezinho e às vezes um cálice de vodka. Foi quando aporta do escritório se abriu e saiu de dentro dele ninguém mais que ele: o Velho!!!! “Carlos! Pode vir até meu escritório?” Ele sabia meu nome! Luiz Carlos Prestes, meu super-herói sabe meu nome. Nem me lembro o que ele queria me perguntar, mas o importante é que ele sabia meu nome!
            Perdoe-me aqueles que querem me condenar por “Culto à personalidade!” Eu pequei e continuo pecando.
            “Nasceu Luiz Carlos Prestes. É como se dissesse: nasceu um rio!” (Pablo Neruda)

SEXO COM PLANTAS.

Ando um pouco preocupado. Recebi a tarefa de fazer sexo com arroz. Embora vocês não tenham noção, é muito difícil. Embora eu nunca tenha feito, sei que fazer sexo com feijão é bem mais fácil! O maracujá foi a planta que eu tive menos dificuldade: basta enfiar o os cinco dedos no fundo da flor aberta e rodar. Tem que ser feito depois do almoço. Ou seja, no período da tarde. Para o mamão a técnica é mais sofisticada: Escolhe-se um botão floral de uma planta feminina, já desenvolvida e com cuidado abrir suas pétalas, manualmente. Depois introduzir uma flor retirada de uma planta hermafrodita. Deve-se cobrir a flor com um saco de pipoca para que ocorra a polinização sem contaminação de outros polens. Já polinizei artificialmente outras plantas, como fruta-do-conde.
O arroz costuma usar a autopolinização para se reproduzir, ou seja faz sexo com ele mesmo. Por isso fazer sexo com arroz é complicado: Primeiro devo deixar sair dois terços da panícula (cacho). Cortar um terço fora. Com auxílio de uma lupa e uma pinça retirar toda a parte masculina (estames) de cada uma das espiguetas (grão). Fazer isso em todo o terço do meio (exposto). Retirar a folha que cobre o restante da panícula e retirar todas as espiguetas imaturas. Esfregar uma panícula da outra variedade ou linhagem que se quer cruzar, nas espiguetas castradas e, finalmente cobrir com um saco plástico para evitar contaminação.
Coletar a produção e colocar para germinar. Depois da planta crescer, separar as plantas originárias do cruzamento, das plantas auto polinizadas. Para isso se usa “marcadores morfológicos”. São características em que na planta “pai” é dominante e na planta “mãe” é recessiva. Elimina-se as plantas auto-polinizadas e, assim, se obtém apenas plantas que surgiram do cruzamento. Após a colheita, basta semeá-la durante várias gerações até se obter uma nova variedade. Existem vários esquemas para fazer isso. Dependendo da melhoria que se quer dar ao arroz.
Escrever é fácil, entender é um pouco mais difícil, mas o pior é ter que fazer. Se tiver que fazer mesmo será minha prova de fogo como geneticista-melhorista.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O PODER PARALELO


Há alguns meses atrás meu filho Eduardo, pedalando uma bicicleta colidiu-se contra uma moto, pilotado por uma jovem sem capacete e sem habilitação, no condomínio onde moramos. A menina logo decretou que meu filho estava errado e que deveria pagar o concerto da moto. Deu seu telefone e pegou o número do celular de Eduardo, avisando que iria a uma oficina fazer o orçamento e que no dia seguinte viria buscar o dinheiro. Mais tarde ela ligou para o garoto e disse que o valor orçado era de cento e oitenta reais. No horário combinado pedi ao chefe da segurança do condomínio que estivesse presente. Tentei explicar à menina que sempre que uma moto colide com uma bicicleta a polícia lavra ocorrência como “atropelamento”, pois para dirigir uma moto era necessária habilitação e para pedalar uma bicicleta bastava ter equilíbrio. E que no caso de atropelamento, ela poderia estar corretíssima, porém neste caso ela ficaria com o prejuízo desde que não entrássemos em acordo. Ela olhou para os meus olhou e disse que ela estava certa, que meu filho estava na contramão. Aleguei que ela estava sem habilitação e sem capacete. A jovem, disse que isso não tinha importância. Falou de uma forma tão natural e com tanta convicção que parecia que ela mesma acreditava no que dizia. Ela foi embora dizendo que ela iria nos denunciar no Morro de São Jorge, onde morava. Que eu pagaria de uma forma ou de outra.
            O chefe da segurança do condomínio me procurou me aconselhando pagar o valor pedido em troco de tranqüilidade. Liguei e logo vieram dois rapazes, que sob protesto, entreguei o dinheiro. Os rapazes cumprimentaram o chefe na segurança e foram embora.
            “Estes dois rapazes trabalham para o tráfico. Temos um acordo de cavalheiros para eles não entraram aqui. Mas eu os conheço bem!”
            Pude sentir o que já sabia há muito tempo. Nos morros do Rio de Janeiro existe um poder paralelo, com leis próprias, além de costumes, ética e moralidade peculiares.
            Olha para “minha própria sociedade” e vejo muita exploração, corrupção, ladroagem por parte das autoridades. Depois de refletir algum tempo descobri que não tenho argumentos para convencer à jovem que o sistema legal brasileiro instituído é o verdadeiro e que a lei da bandidagem do tráfico de drogas é o errado.

“No morro de São Jorge todos andam de moto sem habilitação e sem capacete.”

terça-feira, 13 de março de 2012

MELHOROU NOSSA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA


           Como já foi escrito aqui, mesmo com ideologia contrária, nem Lula nem Dilma foram capazes de quebrar os paradigmas de neoliberalismo. Porém juntamente com uma política de livre mercado, pouco protecionista, aberta à globalização, investiu pesado em políticas sociais. No início o “bolsa família” parecia mais uma das políticas clientelistas tão comuns e governos populista, depois se promoveu uma campanha de eletrificação de todas as casas do país, agora se almeja levar moradia digna a grande parte da população de baixa renda no Brasil.
            Mas as pessoas gostam de números: afinal os governos Lula e Dilma trouxeram maior distribuição de renda em nosso país? Há muitas décadas o IBGE criou o índice Gini, que compara a renda dos 50% mais pobres com os 10% mais ricos.

            Como se pode observar no gráfico acima durante a ditadura militar de 64/84 aumentou a diferença entre ricos e pobres no nosso país. Esta dtendência ainda se manteve noa primeiros anos pós ditadura. Com a redemocratização e a nova constituição o quadro começou a reverter, embora timidamente. Porém nos últimos dez anos houve uma melhora significativa na distribuição de renda do povo brasileiro: “a renda dos 50% mais pobres cresceu 68% em 10 anos e a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%, ou seja, a renda dos 50% mais pobres está crescendo seis vezes mais rápido do que a renda dos 10% mais ricos em uma década”. Porém ainda temos muito que melhorar, pois ainda temos uma das distribuições de rendas mais perversas do mundo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

ASSASSINO BRUTAL


Numa terra distante, onde as pessoas falam e nada se entende. Todo o povo é hostil: ele é o invasor. Algumas pessoas toleram, pois ele vem “salvar o país de rebeldes que atentam contra a liberdade. Mas mesmo assim, invasor. Não se pode confiar em nenhum deles. Eles querem matá-lo! Todos eles... Afinal o que ele está fazendo ali? Poderia estar junto da família. Saudade da esposa e dos filhos. E a mamãe? Porque este povo tão atrasado precisa de liberdade? Eles são tão esquisitos: cheiram mal. O que está fazendo aqui? Nesta droga de país! Para que um povo tão atrasado precisa de liberdade? Porque que ele tem que eliminar os rebeldes para que estes trogloditas se tornem livres. Porque eles não se resolvem por si só? Ele poderia estar tomando cerveja e assistindo o jogo na televisão. Afinal é domingo. Se fosse possível acabar com todos eles, talvez possa voltar para casa. Todos são inimigos mesmo! Um povo tão atrasado não faz falta neste mundo! Já tem gente demais. Eles só servem para aumentar as estatísticas de miséria, doenças, analfabetismo e tudo o que ruim na humanidade. Eles já não vivem: nem consumir eles consomem. Quem não consome está morto e não sabe.

Então ele entrou em três casas e executou 16 pessoas, sendo quatro mulheres e nove crianças...

Afinal quem é o assassino brutal? É o sargento ou foi quem enviou ele para lá?

sábado, 10 de março de 2012

AUXÍLIO PRESIDIÁRIO

Recebi um e-mail recentemente dizendo ser uma vergonha a legislação brasileira. “Enquanto o INSS paga um auxílio à família dos presidiários, muitos brasileiros recebem um salário mínimo, que muitas vezes não dá para sustentar uma família.” Alegam que pessoas que fazem tão mal à sociedade não merecem receber tal “prêmio”.
                Na realidade que culpa tem uma criança de ter um pai bandido? Se a sociedade não amparar de algum modo, com mau exemplo que tem em casa o que será esta criança quando ficar adulta? Ou melhor, quando ficar de pé e sair sozinha de casa? Pelo contrário! A sociedade tem que olhar com mais carinho para estas crianças. Deveriam, além de receber um auxílio, ter direito a escola especial, com turno integral. Receber tratamento psicológico e outros benefícios para se tornar um cidadão de bem no futuro.
                Parafraseando o profeta Gentileza, que dizia “gentileza gera gentileza”, repressão é apenas um paliativo, pois “violência gera violência”. Quando mais se reprimir os malfeitores mais violentos eles se tornam. O problema da violência no Brasil e na maioria dos países é investir na educação e qualidade de vida da população.
                O famoso caso do jovem neonazista que assassinou dezenas de jovens membros da “Juventude Socialista”, na Noruega, mostra que o Estado se descuidou da educação quanto aos horrores da segunda guerra mundial.

sexta-feira, 9 de março de 2012

VICE POR VOCAÇÃO

Quando eu entrei para o jardim de infância, com seis anos, eu já era alfabetizado. Como fui o melhor aluno da turma no primeiro semestre, ganhei uma medalha. Mas tanto chorei e esperneei que deram a medalha para o segundo colocado. No início do segundo semestre me colocaram na primeira série. Chorei e esperneei e me deixaram no jardim. Um mês depois abandonei o jardim de infância, pois havia um complô para me prepararem para estudar na segunda série no ano seguinte.
Com sete anos minha mãe me matriculou na primeira série. Fiz bagunça o ano todo e orgulhosamente fiquei em segundo lugar na provas finais. No terceiro e no quarto ano, meus colegas de turma vieram dizer a minha mãe que eu tirava as melhores notas, e que eu era o melhor aluno da turma. Eu disse para minha mão que meus colegas eram mentirosos. Nos quatro anos de ginásio sempre consegui ser o segundo da turma, pois tinha um cdf que me superava. Mas eu era melhor que ele em matemática, ciências e desenho. Foi um período que eu fiquei em paz comigo mesmo.
Em esportes coletivos eu procurava sempre jogar bem. Joguei muito futebol na minha vida. Aprendi a jogar basquete e vôlei. Mas sempre gostei de futebol. Sempre jogava para o time sem querer aparecer. Minha posição predileta era a lateral direita. Eu tinha boa velocidade, sabia cercar os atacantes e como elemento surpresa eu era ambidestro. Chutava e dava passe com as duas pernas, o que confundia os defensores adversários.
Nunca cheguei a ser chefe. Mentira! Fui Supervisor local da Emater-GO, quando só havia um extensionista no escritório: eu! Mas eu chefiava minha secretária, pessoal!!! No mais eu fui sub-chefe na Estação Experimental de Macaé, da PESAGRO-RIO.
Ser o segundo tem suas vantagens: a) as cobranças são poucas. b) as pessoas não sentem inveja de você. c) Você tem direito de dar palpites. Se for boa, talvez as glórias não recaiam sobre você. Mas você não gosta de glórias. Se falar besteira, ninguém repara. d) Suas sugestões são bem aceitas numa reunião, afinal você é o número dois! Quando implantada, se der errado, não foi você que executou.
Aprendi a jogar xadrez com quatro anos com um tio, que era tão fanático por xadrez, que anos mais tarde passou a disputar torneios oficiais em São Paulo e depois Minas Gerais. Durante minha juventude quando o cara era marrento eu ganhava no xadrez. Só de sacanagem. Mas quando era pato, eu perdia. Para deixá-lo contente. Assim eu passei a não gostar de participar de jogos individuais. Não gostava de perder e foiçava sem graça quando ganhava. A não ser quando eram organizados torneios: fui vice em um torneio de dominó entre estudantes brasileiros na Rússia. Fui vice-campeão no único torneio de xadrez, disputado até hoje na cidade de São João D’Aliança, em Goiás.
Eu era muito novinho quando escolhi um time para torcer. Mas escolhi bem: ele foi duas vezes vice-campeão mundial de clube, é atualmente vice-campeão brasileiro e vice-campeão da taça Guanabara. Quem sabe não se torne vice na Libertadores, também?

quinta-feira, 8 de março de 2012

O AMOR DE CRISTO


O mais importante para um bom cristão não é o amor a Jesus Cristo. Idolatria, inclusive, é condenada nos textos bíblicos. Nada errado que um grupo de pessoas se reúna todos os domingos para agradecer a Deus pela vida, pedir perdão pelos seus erros, rogar que o fardo da vida seja mais leve e pedir pelos seus amigos. e até mesmo pelos seus inimigos.
O importante é o “amor de Jesus Cristo”. Amar todas as manifestações divinas, como o nascer do sol, o movimento das marés, a lua cheia à noite. Mas também as criações: nenhum animal deve ser sacrificado em vão. Uma simples barata no meio da rua deve ser poupada. Um rato em um monte de lixo deve ser olhado com ternura. Mas estes animais, embora inocentes, devem ser combatidos quando invadem nosso lar por motivo de higiene. Nenhum animal nos fará nenhum mal, se não invadirmos seu espaço. Nenhum animal é peçonhento se não for agredido, nenhuma planta é venenosa se não for tocada. Se não queremos que uma planta daninha nasça nossas plantações, devemos respeitar o espaço reservado a campos, savanas e florestas. “Amar ao próximo como a nós mesmo!” Não tratar as outras pessoas como nós não gostaríamos de ser tratado. Ser solidário com os outros, pois um dia também precisaremos de solidariedade. Aceitar as diferenças e as divergências, desde que estas não venham a prejudicar ninguém. Nem a si mesmo, como no uso de drogas. Sob a bandeira do amor de Cristo, todos os caminhos são válidos, pois sempre nos levará rumo ao mesmo lugar, que embora não saibamos onde nem como é, sabe-se que estaremos a salvo de todos os males. Lá reina a paz e a felicidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

ASSOCIATIVISMO EM MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS


Os leitores deste blog são cidadãos urbanos, porém acredito que seria interessante que passem a conhecer como funciona a pequena produção rural neste país e o que deve ser feito para garantir o abastecimento e a sustentabilidade.
O produtor familiar que tem pouca terra e não possui recursos para usar técnicas modernas. Às vezes sente a necessidade de desmatar boa parte da propriedade para plantar aquilo que se come e cuidar da criação para ter o leite para os filhos e netos! Com a nova legislação do uso da terra o pequeno produtor terá que se adaptar. Ele pouco pode fazer sozinho, sem ajuda do governo. Por reste motivo recebe credito subsidiado (PRONAF).  
O plano nacional de microbacias, no Rio de Janeiro representado pelo Rio Rural tem feito algumas recomendações, algumas das quais cito aqui nesta postagem:
A primeira coisa a fazer é todas as pessoas que utilizam o mesmo córrego se conhecerem melhor. A comunidade precisa saber o que realmente precisa, antes de reivindicar alguma melhoria junto às autoridades. Primeiro é necessário conhecer quais são suas necessidades, tentar resolvê-las dentro das propriedades ou em conjunto com a comunidade, para depois fazer reivindicações junto aos órgãos do governo. Tecnicamente seria mais correto o Poder Público aplicar os recursos naquilo que a comunidade realmente necessita. Não tem sentido dar roupa a quem tem fome ou dar comida a quem está nu. Porém do ponto de vista do político, “o correto” é fazer o que a comunidade quer. E para poder pedir exatamente o que se necessita, é preciso se conhecer bem.
Para a comunidade que compartilham o mesmo córrego se conhecer bem é necessário se organizar, através de uma associação ou uma cooperativa.

É comum ouvirmos das pessoas da cidade que o produtor familiar não se planta nada: “eles não plantam nem para comer!”, nos dizem.  Na verdade a atividade agropecuária nas propriedades familiares em microbacias é bastante diversificada. Os plantios de hortaliças, da mandioca, do feijão e do milho, e de criações de gado, porco e aves domésticas são muito importantes nestas comunidades. Apesar alguns destes produtos não serem usados para venda, é consumido pelo produtor, que deixa de comprar e melhora a alimentação de sua família. De qualquer forma a grande maioria dos alimentos consumidos na mesa dos brasileiros vem da produção familiar. Os médios e grandes produtores costumam prodizir para exportação.

  Existem iniciativas de algumas pessoas da comunidade de plantar hortaliças e pequenos animais, para serem comercializados.
Muitos produtores utilizam o sistema de “consócio”. Onde diversas culturas convivem no mesmo espaço, racionalizando o espaço na propriedade. Normalmente sua lavoura não é mecanizada, a adubação é feita de forma precária, e, embora próximo a um córrego, usam pouco os recursos da irrigação.
Apesar das iniciativas de algumas pessoas da comunidade de plantar hortaliças, como tomate, jiló, pepino, pimentão e inhame, milho verde, além de frangos e ovos caipiras, para serem comercializados, estes produtos são vendidos para atravessadores ou no comércio local, obtendo baixa rentabilidade pelo seu trabalho.
Uma associação de produtores tem facilidade de conseguir junto à EMATER-RIO ou à prefeitura local, uma patrulha mecanizada (ou pelo menos um trator) para preparar a terra e plantar nas áreas dos associados, muitas vezes a custa apenas do óleo diesel. 

          A associação também pode, em nome da comunidade, buscar linhas de créditos especiais no Banco do Brasil como, por exemplo, o Pronaf.

             Outra atribuição das associações de produtores é na hora da comercialização. Quando feita em conjunto, pode ser vendido por “atacado”, obtendo-se um a remuneração muito melhor pelo produto.

        A associação também pode resolver pendengas como o local de construção de barragens de modo que não prejudique o meio ambiente e beneficie todos os associados. Além do mais, pode organizar o plantio das matas ciliares e nas nascentes. Pode conseguir várias espécies de mudas de essências florestais e insumos junto a órgãos governamentais em não governamentais, etc. Nos escritórios da EMATER-RIO, ou no órgão de extensão rural do seu estado (CATI, em São Paulo, por exemplo) pode-se obter informações como organizar uma associação de produtores: Como registrar, como elaborar estatutos e dicas para que o máximo de associados participe. Um exemplo é a criação das “comissões” (comissão de finança, comissão de comercialização, comissão de irrigação, etc.), de modo que o máximo de associados participe, sem sobrecarregar a diretoria.

terça-feira, 6 de março de 2012

VOU VIVER 150 ANOS!

Apareceu na mídia mais uma fruta milagrosa: o GOJI (Lycium Barbarum), uma fruta do Nepal que parece uma pimentinha, mas não é picante. (mas é parente da pimenta por ser uma Solanacea). O goji é considerado a “fruta da juventude” pelos aminoácidos e antioxidantes, que o compõe.
Agora já sei como voltar a ser um menino de doze anos outra vez.
            1) Pela manhã vou comer meu pão integral com alto teor de vitamina b1 com um copo de suco de goiaba, que possui alto teor de vitamina C, betacaroteno e duas vezes mais licopeno que o tomate. Desta forma estarei livre dos radicais livres. Não posso deixar de tomar um cafezinho, pois evita diabetes e derrame cerebral.
            2) No almoço devo colocar uma colher de sopa de farinha de linhaça, rico em fibras e ômega 3, que além de queimar mais calorias que o corpo pode absorver, equilibra o colesterol. Vou colocar no feijão também uma colher de farinha de casca de maracujá, rico em pectina e farelo de trigo, composto fundamentalmente de fibras, mas possui proteínas e vitaminas. A pectina e as fibras ajudam a queimar caloria. Já no arroz vou adicionar uma colher de sopa de farinha de casca de camarão, que possui uma substância que impede a absorção de lipídios pelo organismo. Após o almoço tomar uma taça de vinho tinto, rico em flavonóides, também uma eficiente arma contra alguns radicais livres que levam ao envelhecimento.
            3) Se jantar deve ser bem bem cedo, pois o jejum prolonga a vida das pessoas. Uma sopa de barbatana de cação é imprescindível como um elemento rejuvenescedor do organismo. Porém é importantíssimo ingerir líquidos, que pode ser na forma de chás e suco de frutos. No mínimo três litros por dia, para que sejam eliminados todos os resíduos metabólicos que possam prejudicar o bom funcionamento do organismo. Recomenda-se tomar suco de camu-camu, fruta amazônica que chega a conte 5% de vitamina C em sua polpa, misturado com polpa de goji. Dr. Pauling, Prêmio Nobel de química, recomendava no mínimo oito gramas de ácido ascórbico por dia.

segunda-feira, 5 de março de 2012

DESESPERO

Ontem não recebi nenhuma visita em meu blog. Também não postei nada. Hoje resolvi escrever algo bem polémico como responsabilizar os próprios países da OTAN pelo finaciamento do exército talibã, na Guerra do Afeganistão, através da compra de heroída, da qual este país trafica 80% do que é consumido no mundo. Imediatamente recebi cinco visitas oriunda dos Estados Unidos. Achei muito estranho e resolvi publicar poesia.


Penso as vezes que a terra lança um manto
Para apagar do meu caminho a luz!
Ligo então a lanterna do meu pranto
E vem o desespero e me seduz!
 Olho em volta de mim tudo perdido
Onde estar meu sorriso, meu amor?
O coração de tristezas está ferido
Porque no desespero há tanta dor?
 Havia algo que me impedia de pensar,
Mas aos poucos minha visão foi se tornando.
Fui seguindo uma trilha, a caminhar,
Para um destino certo ir tomando.
Seguindo confiante na vitória,
Basta apenas achar que pode, sem saber.
Ficarei apenas um passo da vitória:
Basta pensar que sei o que é vencer.

PAÍSES DA OTAN FINANCIA OS TALIBÃS?

Uma das formas de sobrevivência do capitalismo é investir em setores que não promovam desenvolvimento. Se possível que leve a retrocessos. Sabemos que o desenvolvimento do sistema capitalista induz a crises cada vez mais profundas até haver um colapso total do sistema. O estímulo ao consumo de bens supérfluos é uma das prerrogativas. Mas a indústria da guerra é, de longe, a melhor tática para travar o desenvolvimento humano e garantir um pouco mais de sobrevida ao sistema. O tráfico de drogas, por ser uma atividade bilionária se presta bem a este papel. Além de ser um câncer para a maioria das sociedades do mundo, que leva os governos gastar bilhões em saúde, repressão e manutenção de presídios, ainda é utilizado para subsidiar conflitos. Muito se apregoou que as FARCs eram financiadas pelo cacaleiros na Colômbia. Em quase todos os grandes centros urbanos do mundo existe uma guerra não declarada entre as polícias e os traficantes de drogas. Mas ontem, lendo os noticiários, me ocorreu uma forte suspeita: Quem financia os Talibãs com armamentos para enfrentar as tropas da OTAN? Os europeus e os norte-americanos!!! Justamente os povos dos países que compõem a OTAN. Acontece que o Afeganistão é responsável pela produção e trafico de 80% da heroína consumida no mundo. Na América Latina, nos países árabes e na África quase não se consome heroína. Em alguns países asiáticos o consumo é elevado, porém estes países também são produtores da droga. Portanto quase toda droga afegã é consumida nos países que compõem a OTAN. Portanto quem está financiando os Talibãs são exatamente os países da OTAN.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PROTECIONISMO E DITADURA NOS EUA

Há algum tempo atrás eu disse que se pluripartidarismo significa democracia, os EUA não é um país democrático. Existe alternância de nomes e até de agremiação, mas não de poder. Uma das poucas diferenças entre os Republicanos e Democratas é que enquanto o primeiro é mais belicoso e o segundo é mais protecionista. Mas se trata apenas de tendência, nada de radicalismo. O fato é que sem nenhum motivo aparente o Governo dos EUA, a revelia do próprio comandante da Força Aérea Americana, rompeu um contrato com a Embraer para compra de 20 aviões Super-Tucanos. A alegação está em problemas com documentos apresentados, porém tanto a Embraer quanto o Comandante afirmam não haver nenhuma irregularidade que justifique esta suspensão. Esta atitude, porém, parece ter sido forçada pela oposição republicana: O fato deveu-se, talvez, ao discurso de um dos pré-candidatos republicano (Gingrich), perguntando por que não foi dada a uma empresa americana a construção destes aviões. O pré-candidato foi irônico; nós vãos pedir dinheiro emprestados aos chineses para pagarmos os brasileiros. Enquanto republicanos clamam por medidas protecionistas, muitos democratas são favoráveis a intervenção na Síria. Moral da história: não existe diferença entre Republicanos e Democratas. Ou seja, não existe alternância de poder nos Estados Unidos. Podemos cortá-lo da relação dos países democráticos!